- Adrian Gonzales, 52 anos, um dos primeiros oficiais no local, vai a julgamento acusado de 29 acusações de colocar em risco a criança ao não agir contra o atirador; ele se declarou inocente.
- A denúncia sustenta que ele não se envolveu, não distraiu e não atrasou o atirador, e que não seguiu o treinamento de atiradores ativos ao avançar em direção ao fogo.
- O ataque na escola de Uvalde resultou na morte de 19 estudantes e de duas professoras, após uma espera de cerca de 77 minutos para a entrada de uma equipe tática.
- O ex-chefe da polícia escolar de Uvalde, Pedro Arredondo, enfrenta 10 acusações semelhantes, mas seu julgamento ainda não foi marcado.
- Relatório federal afirma que ações imediatas da polícia poderiam ter salvado vidas; o ex-procurador-geral Merrick Garland disse que vidas teriam sido salvas se o enfrentamento tivesse ocorrido de imediato.
O oficial Adrian Gonzales, 52, que integrava a força policial do distrito escolar de Uvalde, enfrenta julgamento pela suposta inação durante o ataque à escola primária em 2022. A operação, que deixou 19 crianças e duas professoras mortas, é marcada pela demora de 77 minutos para a entrada de equipes táticas na sala onde o atirador estava.
Gonzales responde a 29 acusações de perigo infantil. O processo sustenta que ele não se engajou nem desviou o criminoso, além de não seguir o treinamento de tiroteio ativo que orienta avançar em direção ao fogo. O réu nega as acusações e afirma ter ajudado na evacuação de várias pessoas.
O caso envolve ainda Pedro Arredondo, ex-chefe da polícia escolar de Uvalde, apontado como responsável pela condução inicial da resposta. Arredondo enfrenta 10 acusações semelhantes, e seu julgamento ainda não tem data marcada.
Processo e contexto
Investigações estaduais e federais indicam que agentes deixaram o atirador sozinho na sala, avaliando como enfrentar o agressor antes de abrir passagem para uma intervenção tática conduzida por agentes da Patrulha de Fronteira. A contagem de vítimas elevou o registro de uma das maiores tragédias já ocorridas em escolas dos EUA.
Relatos oficiais destacam que a resposta policial, em contraste com outras ações em cenários de tiroteio, foi marcada pela demora, o que ampliou o número de óbitos entre alunos e docentes. Pesquisas e depoimentos apontam falhas de coordenação e de protocolo durante a crise.
Paralelamente, debates nacionais sobre controle de armas continuam, com defensores e críticos discutindo medidas legais e constitucionais. Em 2024, o Departamento de Justiça publicou um relatório sobre o episódio, ao qual o então procurador-geral Merrick Garland se referiu ao afirmar que vidas teriam sido salvas com uma resposta imediata.
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