- O chefe europeu da Fujitsu disse aos deputados que a empresa não é “parasita” e afirmou que não busca novos contratos públicos, mantendo apenas os acordos existentes.
- Patterson falou que a Fujitsu não apresentou cifra de compensação nem fez provisionamento no balanço, mesmo com o governo estimando que os pagamentos cheguem a até £ 1,8 bilhão.
- A comissão questionou essa recusa em apresentar valores e cobrar uma reparação, destacando o papel da Fujitsu no caso Horizon.
- Segundo Patterson, a Fujitsu UK mantém contratos com o governo, incluindo a operação do sistema Horizon para a Post Office, com valor de cerca de £ 500 milhões se não houver rescisão antecipada.
- O inquérito chefiado por Sir Wyn Williams ainda não publicou o relatório final; já aponta falhas do sistema Horizon e ligações a suicídios, enquanto o governo já pagou £ 1,32 bilhão a mais de 10 mil requerentes.
Fujitsu contesta acusações na Câmara dos Comuns sobre o caso Horizon do Post Office, afirmando não ser “parasita” e mantendo contratos com o governo britânico mesmo diante de críticas por não apresentar um montante de indenização para as vítimas. A declaração ocorreu durante uma audiência com a comissão de negócios e comércio, nesta terça-feira.
A diretoria europeia da Fujitsu enfrenta questionamentos sobre a recusa da empresa em divulgar um valor de compensação ou fazer uma provisão contábil específica. O intuito é esclarecer qual seria o montante devido aos prejudicados pelo sistema Horizon, desenvolvido pela própria empresa para o Post Office.
Paul Patterson, chefe da Fujitsu na Europa, informou aos deputados que a companhia mantém contratos com o governo, incluindo a continuidade da operação do Horizon, no valor estimado de cerca de £500 milhões se não houver rescisão antecipada. Ele ressaltou que a empresa não busca novos contratos públicos, dependendo da decisão do governo sobre a extensão dos atuais acordos.
Patterson reiterou que a Fujitsu tem uma obrigação moral de oferecer uma indenização aos afetados, citando o conhecimento de falhas no sistema desde os anos 1990. O caso envolve mais de 1.000 pessoas processadas devido a discrepâncias contábeis, com o governo estimando custos totais de indenização próximos de £1,8 bilhão.
O inquérito parlamentar liderado por Sir Wyn Williams, cuja primeira parte dos achados foi divulgada, aponta que o episódio pode ter causado danos severos, incluindo suicídios entre trabalhadores afetados. A Fujitsu afirmou que o quantum da indenização será definido quando o relatório final for publicado.
Até o momento, dados oficiais indicam que £1,32 bilhão já foi pago a mais de 10 mil indivíduos. A empresa afirmou ter participado desde o início do caso, reconhecendo falhas no Horizon e ajudando em ações judiciais contra subpostmasters.
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