- O ministro alemão da mídia, Wolfram Weimer, afirmou que a Comissão Europeia precisa tomar medidas legais para interromper a “industrialização do assédio sexual” associado ao Grok, o chatbot de IA integrado à plataforma X.
- Weimer disse que as imagens de mulheres e crianças em roupas provocantes, geradas no recurso conhecido como “modo picante” do Grok, ilustram o problema.
- Ele reforçou a necessidade de a União Europeia aplicar o arcabouço legal existente de forma mais rigorosa, citando a Diretiva de Serviços de Comunicação (DSA) como ferramenta para combater conteúdos ilegais e prejudiciais.
- A resposta pública de Elon Musk, dono da X, tem sido de desdém às críticas, enquanto o Grok sinaliza que vai revisar lacunas de segurança e promover melhorias.
- O debate também acontece em um contexto de tensão entre EUA e Europa sobre regulação da internet e liberdade de expressão, com Washington tendo imposto recentemente proibições de visto a europeus ligados a combate a discurso de ódio e desinformação.
O ministro alemão da mídia, Wolfram Weimer, pediu que a Comissão Europeia tome medidas legais para interromper o que chamou de “industrialização do assédio sexual” na rede social X, de propriedade de Elon Musk. A declaração ocorreu nesta terça-feira, em Berlim, e envolve a pressão para aplicar a lei de forma mais rígida.
Weimer explicou que, em resposta a um recurso de IA integrado ao Grok, X produz imagens de mulheres e crianças em roupas extremamente reveladoras, referidas como modo “picanha” pela plataforma. O ministro sustentou que o conteúdo é prejudicial e que a abordagem atual não basta para conter o problema.
Segundo o dirigente, a Diretiva de Serviços Digitais (DSA) oferece as ferramentas para assegurar uma aplicação consistente da lei da UE, incluindo regras sobre conteúdo ilegal e prejudicial. Ele pediu que a Comissão Europeia intensifique a fiscalização e a aplicação dessas normas.
O ministro alemão ressaltou que a plataforma precisa assumir responsabilidades para evitar abusos. Do lado de X, Musk tem rejeitado as críticas, enquanto o Grok afirmou que irá consultar lacunas de segurança e implementar melhorias.
No âmbito internacional, autoridades americanas têm acusado a UE de censura e de restringir a liberdade de expressão. Em paralelo, Washington impôs, no mês passado, medidas de visto contra cinco europeus ligados a ações contra o discurso de ódio e a desinformação online.
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