- A Polícia Federal enviou ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, o relatório do atendimento médico a Jair Bolsonaro após a queda na cela, para decidir sobre eventual transferência ao hospital.
- No exame, Bolsonaro estava consciente e orientado, sem sinais de déficit neurológico, mas apresentava leve desequilíbrio ao ficar em pé; houve corte superficial no rosto (lado direito) e no pé esquerdo, com sangue.
- A equipe médica atendeu o ex-presidente às 9h, na Superintendência da PF, em Brasília; ele relatou tontura e soluços intensos na noite anterior.
- A defesa pediu urgência em exames e Moraes requisitou mais informações clínicas; há indicação de que o diagnóstico seja feito no Hospital DF Star para afastar risco de agravamento e evitar complicações neurológicas.
- O médico Brasil Caiado sugeriu a realização urgente de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma; o quadro é considerado compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda e possível crise convulsiva a esclarecer.
O relatório médico referente ao atendimento do ex-presidente Jair Bolsonaro após a queda na cela foi enviado pela Polícia Federal ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, na tarde desta terça-feira (6). Moraes havia exigido o documento para decidir sobre eventual encaminhamento ao hospital.
Segundo o documento, Bolsonaro estava consciente, orientado e sem déficits neurológicos aparentes durante o exame. Ele apresentou leve desequilíbrio ao ficar em pé e teve cortes superficiais no rosto direito e no pé esquerdo, com sangue.
A queda ocorreu na Superintendência da PF, em Brasília, atendida às 9h a pedido dos agentes de plantão. Bolsonaro relatou tontura e soluços intensos na noite de segunda-feira (5).
A PF informou que o ex-presidente descreveu queda da cama durante a madrugada, com leve trauma craniano e contusões em braços e pés. Foram apresentadas hipóteses como interação medicamentosa, crise epiléptica, adaptação ao CPAP e processo inflamatório pós-operatório.
A defesa havia pedido a transferência de Bolsonaro ao hospital. Moraes disse inicialmente que não havia necessidade de remoção imediata, e solicitou novas informações sobre o quadro clínico antes de decidir.
Nesta tarde, os advogados indicaram os exames necessários para avaliação da saúde de Bolsonaro, conforme despacho anterior. A defesa requer que o diagnóstico seja realizado no Hospital DF Star para evitar agravamentos.
O médico Brasil Caiado recomendou a realização urgente de três exames: tomografia, ressonância e EEG. O quadro clínico foi descrito como compatível com traumatismo craniano, síncope noturna, possível crise convulsiva a esclarecer e lesão na região temporal direita.
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