- O Supremo Tribunal Federal se prepara para iniciar o julgamento de Paulo Figueiredo, último núcleo da trama golpista ainda não julgado.
- Não há definição de data; o início pode ocorrer no primeiro ou no segundo semestre, com expectativa de conclusão ainda em 2026.
- A denúncia da Procuradoria-Geral da República o indica como responsável por operações de desinformação para manter Jair Bolsonaro no poder; se aceita, ele se torna réu e seguirá para interrogatório, oitiva de testemunhas e julgamento.
- Figueiredo mora em Miami e a defesa fica a cargo da Defensoria Pública da União; a análise da denúncia depende da citação, após a qual há prazo para defesa prévia.
- Em outubro, o ministro Alexandre de Moraes notificou o blogueiro por carta rogatória, medida de cooperação internacional que pode acelerar o andamento do caso com a Justiça dos Estados Unidos.
O Supremo Tribunal Federal se prepara para iniciar o julgamento de Paulo Figueiredo, blogueiro bolsonarista apontado pela PGR como um dos responsáveis pela tentativa de golpe. Ele forma, ao lado de outras peças, o último núcleo ainda não julgado do esquema.
Interlocutores do STF indicam que ainda não há certeza sobre a data, que pode ficar para o primeiro ou o segundo semestre. A expectativa é de que o processo seja concluído em 2026, independentemente da data de abertura.
A denúncia aponta que Figueiredo integrava operações de desinformação para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral de 2022. O blogueiro reside em Miami, nos Estados Unidos, e a defesa é feita pela Defensoria Pública da União.
Avanços processuais e cooperação internacional
O ministro relator notificou o blogueiro por carta rogatória em outubro, instrumento de cooperação jurídica para atos no exterior. A análise da denúncia depende da citação efetiva no exterior, seguida da defesa prévia.
Com a notificação em vias de ocorrer, a tendência é que o presidente da Primeira Turma, Flávio Dino, agende a análise assim que o blogueiro for citado, cumprindo o rito processual brasileiro.
A PGR sustenta que Figueiredo participava de operações estratégicas de desinformação para empurrar a cúpula militar a apoiar o movimento golpista. A investigação também cita a divulgação de uma carta ao comandante para ampliar adesões.
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