- O presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não estarão presentes na cerimônia de 8 de janeiro no Palácio do Planalto.
- O Legislativo não programou cerimônia própria para marcar a data neste ano, mantendo a ausência dos chefes das casas.
- As ausências seguem histórico recente: em 2024, o então presidente da Câmara, Arthur Lira, não compareceu, e o Senado foi representado por Rodrigo Pacheco; em 2025, Lira faltou novamente e Pacheco também não esteve presente.
- A oposição interna ao Planalto ressalta que a ausência não está vinculada apenas ao eventual veto de Lula ao projeto de anistia para participantes dos ataques de 8 de janeiro.
- Parlamentares governistas afirmam que a decisão não reflete uma posição única contra o veto, enfatizando o equilíbrio político entre diferentes alas do Congresso.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não vai participar da cerimônia pró-democracia marcada para esta quinta-feira (8) no Palácio do Planalto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também confirmou ausência. A decisão ocorre em meio à expectativa de veto de Lula a projeto de anistia aos participantes das tentativas de golpe de 8 de janeiro.
A ausência dos chefes da Casa não é novidade: em 2024, o antecessor de Motta, Arthur Lira, também não compareceu aos atos, e no ano anterior o Senado ficou com o representante Veneziano Vital do Rêgo. O Legislativo, ao contrário do Planalto e do STF, não programou cerimônia própria neste 8 de janeiro.
Contexto político
Parlamentares governistas entendem que a ausência reforça a ideia de que não houve construção de uma frente ampla contra a tentativa de golpe. Líderes de oposição e da base comentam que Motta e Alcolumbre buscam posicionamentos equilibristas, visando reeleições. O governo afirma que o veto não depende do ato em si.
Segundo avaliação de aliados do Executivo, Lula não executaria o veto durante a cerimônia caso Motta e Alcolumbre participassem. A decisão de não comparecer foi tomada pelos dois presidentes, segundo interlocutores, sem vínculo direto com a decisão presidencial.
Histórico de ataques e danos
O 8 de janeiro de 2023 ficou marcado como o primeiro ataque ao Congresso Nacional. Na Câmara, parte expressiva da infraestrutura foi danificada, com destruição de computadores, televisores e móveis. Estudo da PF e da UFMS aponta danos a obras de arte avaliados em dezenas de milhões de reais. O saque patrimonial soma perdas significativas ao longo dos complexos edifícios do Congresso, STF e Planalto.
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