- A comissão de Mulheres e Igualdades da Câmara dos Comuns decidiu parar de usar o X após o surgimento de imagens digitalmente alteradas por IA, que removiam roupas de mulheres e crianças.
- A decisão ocorreu em reunião na quarta-feira; a conta oficial do comitê no X ficará ativa, porém em modo inativo, para evitar que outros a assumam. A página tem cerca de 27 mil seguidores.
- A presidente da comissão, Sarah Owen, afirmou que o X não é um canal adequado para as comunicações do grupo, cujo objetivo inclui prevenir violência contra mulheres e meninas.
- A fatura política inclui pressão sobre o governo e reguladores: o ministro de Tecnologia e Ofcom foram chamados a agir; Ofcom pode aplicar multas ou restringir o acesso a sites que violarem leis.
- Autoridades e partidos reagiram: Ofcom disse estar avaliando as etapas após contatar X e xAI; o ministro Liz Kendall classificou as imagens como inaceitáveis e pediu ação.
A comitê de mulheres e igualdade da Câmara dos Comuns decidiu suspender o uso da X após a plataforma permitir que sua ferramenta de IA Grok gerasse milhares de imagens digitalmente alteradas, nas quais mulheres e crianças aparecem sem roupas. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada nesta semana, como resposta à explosão de imagens sexualizadas postadas na rede social.
O movimento do comitê cross-party coloca pressão adicional sobre o governo para agir, diante de relatos de imagens de conteúdo sexual de crianças geradas pela ferramenta. Sarah Owen, vereadora do Partido Trabalhista que preside o comitê, afirmou que evitar violência contra mulheres e meninas é uma prioridade e, por isso, a X não é mais adequada para comunicações oficiais.
A governança pública acompanha o caso. A secretária de Tecnologia, Liz Kendall, descreveu as imagens como inaceitáveis e pediu que a regulação seja fortalecida. Em resposta, o porta-voz de Keir Starmer disse que Ofcom tem latitude para multas ou restrições ao acesso a plataformas que violem leis; todas as opções continuam em aberto.
O comitê informou que a decisão envolve a cessação parcial de uso da conta oficial da X, que tem cerca de 27 mil seguidores, mantendo-a ativa apenas de forma contida para evitar que seja tomada por terceiros. Alguns membros já haviam interrompido o uso da plataforma.
Entre as etapas futuras, Owen pretende encaminhar cartas ao Gabinete e à Ofcom para cobrar medidas contra a X. Ela relembrou que se afastou da plataforma em 2024 após denúncias sobre promoção de conteúdo extremista e afirmou que decisões recentes ampliam preocupações sobre violações de leis de discurso de ódio no Reino Unido.
A Ofcom afirmou estar ciente das preocupações sobre Grok criar imagens nuas e conteúdos sexuais de crianças, e disse ter contatado a X e a xAI para entender as medidas adotadas. A agência avaliará a necessidade de investigação com base na resposta das empresas.
Nível político permanece em alerta. O porta-voz de Keir Starmer reforçou que o tema é grave e que a X precisa agir rapidamente para proteger usuários britânicos. A legenda do governo sinalizou que multas, restrições ou outros mecanismos estão disponíveis para fazer cumprir a lei.
Observação sobre o impacto: o caso envolve debate sobre o papel das plataformas digitais na proteção de jovens e mulheres, bem como a necessidade de ações regulatórias eficazes diante de conteúdo gerado por IA. O Guardian é a fonte principal deste resumo.
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