- Hugo Motta e Davi Alcolumbre não vão ao ato no Palácio do Planalto em 8 de janeiro.
- A ausência é vista como recado ao governo em meio ao debate sobre o PL da Dosimetria, alvo de veto de Lula.
- Lula deve deixar a assinatura do veto para sexta-feira, 9 de janeiro, mantendo o 8 de janeiro como homenagem às instituições.
- O ato terá ministros, autoridades do Judiciário e representantes da sociedade civil, com manifestação na Praça dos Três Poderes.
- O Planalto mantém a programação e destaca o 8 de janeiro como marco político para reforçar democracia e soberania.
Oito de janeiro é o motivo de um ato no Palácio do Planalto que celebrou três anos desde os ataques golpistas aos Três Poderes. A cerimônia, organizada pelo Planalto, teve em foco a defesa da democracia e da soberania. No entanto, a presença do Congresso ficou marcada pela ausência de parte de suas lideranças.
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avisaram que não participarão do evento. A escolha é interpretada por auxiliares do presidente Lula como um recado político, principalmente diante do debate sobre o PL da Dosimetria.
Apesar da ausência dos chefes do Legislativo, o Planalto mantém a programação. A ideia é preservar o ato como homenagem às instituições, ressaltando a resistência democrática, sem transformar o 8 de janeiro em palco para pautas do governo.
Ausência de líderes do Congresso
A leitura interna é de que a falta de Motta e Alcolumbre sinaliza resistência à agenda do governo. A mensagem, segundo analistas ouvidos, é de que o veto ao PL da Dosimetria pode não ser explorado durante o ato.
A expectativa é de que Lula procure evitar a contextualização política no evento. A assinatura do veto ao PL da Dosimetria está prevista para sexta-feira, 9 de janeiro, conforme informações de interlocutores próximos ao governo.
Programação e mobilização no entorno
Ministros, autoridades do Judiciário e representantes da sociedade civil compõem a programação oficial. Também há organização de uma manifestação na Praça dos Três Poderes, associada à data.
Mesmo com o esvaziamento promovido pela ausência de líderes, a organização mantém o calendário. O objetivo é reafirmar que o episódio não será esquecido e que a defesa da democracia permanece como eixo central do discurso do governo.
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