- A transferência de Filipe Martins da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, ocorreu entre 5 e 6 de janeiro.
- A defesa afirma que não houve comunicação prévia sobre a mudança nem aos familiares.
- Martins foi preso preventivamente em 2 de janeiro por decisão do ministro Alexandre de Moraes, sob acusação de descumprir medidas cautelares ao supostamente acessar a rede social LinkedIn.
- Na nova unidade, Martins ficou em uma cela separada por questões de segurança; a transferência marca o retorno dele à unidade onde esteve detido por seis meses em 2024.
- A Gazeta do Povo questionou o Departamento de Polícia Penal, a Polícia Federal e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná sobre os motivos da transferência e da falha na comunicação; o texto será atualizado se houver resposta.
O ex-assessor da Presidência Filipe Martins foi transferido da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, para o Complexo Médico Penal (CMP) em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A movimentação ocorreu entre segunda-feira (5) e terça, sem comunicação prévia à defesa ou aos familiares, segundo o advogado Ricardo Scheicher.
Martins foi preso preventivamente no dia 2 de janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, sob acusação de descumprir medidas cautelares ao supostamente acessar a rede social LinkedIn. Desde então, ele permanecia na unidade de Ponta Grossa, próxima à residência da família.
A defesa diz ter descoberto a transferência de forma incidental ao contatar a direção da cadeia pública para agendar uma visita. Ao se informar sobre a visita, o advogado foi informado de que Martins já não estava na unidade. Ninguém foi avisado.
Transferência envolve retorno a antiga unidade
A escolha do CMP marca o retorno de Martins à unidade onde ficou detido por seis meses em 2024. Segundo Scheicher, ainda não há explicação oficial sobre os motivos da transferência.
Na nova unidade em Pinhais, Martins foi alocado em uma cela separada por questões de segurança, segundo o advogado. Scheicher afirma já ter visitado o cliente no CMP após localizar seu paradeiro.
A Gazeta do Povo questionou o Departamento de Polícia Penal (Deppen), a Polícia Federal (PF) e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná sobre os motivos da transferência súbita e a falha na comunicação. Em caso de resposta, o texto será atualizado com as informações.
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