- O médico de Jair Bolsonaro afirma que as quedas são a grande preocupação; ele tem 70 anos e, apesar da queda ter sido leve, é necessário fazer exames detalhados, com transferência para o Hospital DF Star autorizada pelo STF.
- Bolsonaro informou que bateu a cabeça em um móvel perto da cama, na cela da Polícia Federal, na madrugada de terça, e a defesa pediu exames adicionais.
- O médico sustenta que o ambiente em que ele vive, o uso do CPAP e a idade elevam o risco de novas quedas; a avaliação neurológica não identificou problemas.
- Sobre as crises de soluço, Birolini diz que já eram frequentes antes da facada de 2018 e se intensificaram após a cirurgia de 2024; bloqueios do nervo frênico reduziram a intensidade, mas não eliminaram os episódios.
- A defesa segue buscando prisão domiciliar; o STF já negou as solicitações. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses pela tentativa de golpe.
O médico que atende Jair Bolsonaro afirma que as quedas são a principal preocupação no momento. Embora a queda ocorrida ontem tenha sido leve, ele destaca a necessidade de exames para detalhar o quadro clínico. Em entrevista ao jornal O Globo, o médico Claudio Birolini comenta sobre a saúde do ex-presidente, soluços, e cirurgias realizadas.
Bolsonaro foi à uma queda na madrugada de terça, batendo a cabeça em móvel na cela da Superintendência da Polícia Federal. A defesa pediu ao STF autorização para transferi-lo ao Hospital DF Star, em Brasília, para avaliação com ressonância do crânio; o pedido foi concedido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Segundo Birolini, o ambiente em que o ex-presidente está internado é desfavorável para idosos com histórico de quedas. O médico explica que Bolsonaro tem 70 anos, usa CPAP para apneia do sono e dorme em cama estreita, o que aumenta o risco de novos episódios de queda.
O profissional aponta que, além da idade, a combinação de fatores no momento atual eleva os riscos. Ele reforça que a presença de pulseiras de alerta em idosos é comum, e que a propensão a tropeçar já foi observada em avaliações neurológicas anteriores sem identificação de alterações.
Crises de soluço também são destacadas. Birolini afirma que o Ex-presidente já apresentava esse problema antes do ataque de 2018 e que as crises se intensificaram após uma cirurgia realizada em 2024. Bloqueios dos nervos frênicos contribuíram para reduzir a frequência, mas não eliminaram as crises.
O médico explica que houve complicações associadas a uma obstrução intestinal crônica, ligada a uma cirurgia digestiva recente. O quadro de íleo paralítico pode ocorrer após grandes intervenções, mantendo o intestino mais lento e contribuindo para as crises de soluço.
Sobre a prisão domiciliar, Birolini diz que não é possível considerar o complexo da PF seguro ou inseguro. A defesa tem reiterado pedidos de transferência para o regime domiciliar, pedidos estes reiteradamente negados pelo STF. A saúde do ex-presidente exige fisioterapia diária, acompanhamento nutricional e controle da pressão arterial.
O médico ressalta que Bolsonaro precisa de alimentação fracionada, mastigação cuidadosa e ingestão lenta. Também aponta a necessidade de monitorar impedância corporal, já que houve ganho de gordura e perda de massa muscular desde a saída da prisão domiciliar. A apneia severa continua sendo uma preocupação.
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