- Milhares de colombianos se reuniram na Plaza de Bolívar, em Bogotá, para defender o presidente Gustavo Petro diante de ameaças de intervenção dos Estados Unidos.
- Estudantes, professores, sindicalistas, indígenas, camponeses e servidores públicos participaram de protesto em apoio à soberania colombiana e à ética democrática.
- O protesto criticou a intervenção militar promovida pelos Estados Unidos na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, mantendo o discurso de respeito à soberania venezuelana.
- Entre cânticos e carros de som, os manifestantes destacaram mensagens como “Colombia soberana” e expressaram apoio a Petro e ao governo, com participação de movimentos de esquerda e entidades públicas.
- Participantes ressaltaram que as declarações de líderes norte-americanos mostraram interesse nos recursos venezuelanos e defenderam a atuação do país como soberania nacional.
Miles de colombianos reuniram-se nesta quarta-feira na Plaza de Bolívar, em Bogotá, para defender a soberania de Petro diante de mensagens de intervenção dos Estados Unidos. A manifestação ocorreu mesmo com chuva, com participação de estudantes, docentes, sindicalistas, indígenas, camponeses, funcionários públicos e moradores comuns. O objetivo foi rejeitar a suposta intervenção militar na Venezuela e apoiar o governo colombiano.
Entre os presentes, houve apoio ao presidente Gustavo Petro e críticas às declarações de autoridades dos EUA. Cartazes e camisetas com mensagens como Colombia soberana aparecem entre as bandeiras de partidos e movimentos de esquerda. Os participantes reivindicam que a Colômbia mantenha sua autonomia frente a pressões externas.
Participantes e motivações
Juan David Rojas, técnico em sistemas, afirmou que a manifestação visa manter o mandato legítimo do presidente e condenar a intervenção estadunidense na Venezuela. Ele também criticou ações anteriores que, segundo ele, culminaram na detenção de Nicolás Maduro, e ressaltou a importância de defender a soberania nacional.
Alejandra e Camila destacaram a necessidade de ruas ativas para defender a soberania. Elas criticaram o uso de Venezuela como pretexto para um interesse em recursos naturais, reforçando a oposição a qualquer intervenção externa.
Ambiente e apoio institucional
Durante o ato, participaram artistas de música tradicional e representantes de ministérios e órgãos governamentais. Grupos organizados de trabalhadores e entidades públicas, como Colpensiones e Finagro, foram vistos entre as faixas e faixas. A defesa da soberania é apresentada pelos organizadores como um tema central da mobilização.
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