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Ministro do Trabalho vê condições para encerrar a escala 6×1 em ano eleitoral

Marinho afirma que fim da escala 6×1 pode avançar em 2026 com mobilização social; modelo atual é considerado cruel e depende de Congresso

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que é possível aprovar o fim da escala 6×1 ainda em 2026, mesmo com o ano eleitoral.
  • Ele disse que a mudança depende de pressão social para avançar no Congresso e reforçou a importância da participação da sociedade.
  • Marinho classificou o modelo atual como “cruel”, especialmente para mulheres, e disse que a revisão pode reduzir doenças e acidentes no trabalho.
  • No Senado, há texto aprovado pela Comissão de Justiça que pode estabelecer até 36 horas semanais em até cinco dias; na Câmara, uma PEC propõe quatro dias de trabalho por semana com 36 horas.
  • Mesmo sem aprovação, a proposta deve figurar entre as plataformas de campanha para a reeleição do presidente Lula.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira, 7, que é possível aprovar o fim da escala 6×1 ainda em 2026, mesmo com o calendário eleitoral em curso. A declaração foi feita durante o programa Bom Dia, Ministro, da TVEBC.

Ele ressaltou que a reorganização da jornada depende da pressão social para avançar no Congresso e destacou a participação da sociedade como motor de convencimento. Marinho classificou a pauta como uma oportunidade, não como contradição.

Marinho afirmou que o modelo atual é cruel, especialmente para as mulheres, e que uma revisão pode reduzir doenças e acidentes no trabalho sem prejudicar a produção. Afirmou que é possível manter a atividade econômica mantendo a meta de 40 horas semanais.

Avanço no Congresso

No Senado, a CCJ aprovou emenda que pode acabar com a escala 6×1, com limite de 36 horas semanais em até cinco dias. Na Câmara, a PEC propõe quatro dias de trabalho por semana, também com até 36 horas. Marinho aponta margem para gradualmente reduzir o limite atual.

A postura do governo é que qualquer mudança progresso pode ganhar força independentemente da votação. Mesmo sem aprovação, a pauta deve figurar entre as propostas de campanha para a reeleição de Lula (PT), segundo avaliações oficiais.

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