- Moraes declarou nula a sindicância do Conselho Federal de Medicina sobre o atendimento a Jair Bolsonaro, apontando desvio de finalidade e ausência de competência do CFM.
- O ministro determinou que a Polícia Federal colha o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, em até dez dias.
- Moraes proibiu qualquer procedimento do CFM sobre o tema, por considerar a ação ilegal e com desvio de finalidade.
- A direção do Hospital DFStar deve encaminhar, em até vinte e quatro horas, todos os exames médicos realizados em Bolsonaro.
- Bolsonaro passou por exames na cabeça após queda na sala da PF em Brasília; não houve confirmação de crise convulsiva.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a nulidade da sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorreu nesta quarta-feira (7).
Moraes foi claro ao apontar desvio de finalidade na abertura do procedimento e ordenou que a Polícia Federal colha o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, em até 10 dias. A investigação do CFM fica suspensa até novo parecer.
O STF também proibiu qualquer atuação do CFM sobre o tema, citando ilegitimidade e falta de competência. O ministro determinou ainda que a direção do Hospital DFStar encaminhe, em 24 horas, todos os exames médicos realizados em Bolsonaro na data de hoje.
Exames e estado de saúde
Bolsonaro passou por exames na cabeça nesta quarta, após ter sofrido uma queda na sala da PF em Brasília. Segundo a equipe médica, não houve confirmação de crise convulsiva nos exames realizados.
O ex-presidente, que cumpre pena por decisão anterior, retornou à Superintendência da PF após os procedimentos no DFStar. Os médicos solicitados pela defesa acompanharam as avaliações, com exames de imagem e monitoramento solicitados.
Entre os exames realizados estão a tomografia, a ressonância magnética de crânio e o eletroencefalograma. Os procedimentos visam avaliar a região craniana e descartaram nos resultados até o momento complicações graves associadas ao incidente.
Os relatos sobre a assistência médica geraram preocupação entre a sociedade, conforme corrupção dos fatos e a atuação da equipe médica foi analisada pela PF e pelo Ministério Público. Não houve registro de omissão médica conforme a perícia realizada hoje.
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