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Polícia indiana investiga casa de ativistas ligados à campanha anti-fósseis

Polícia realiza buscas na casa de Harjeet Singh, cofundador da Satat Sampada, após ED apurar remessas estrangeiras ligadas à campanha por FFNPT

Harjeet Singh has been arrested along with his wife, Jyoti Aswati.
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  • A Polícia inspecionou a casa de Harjeet Singh e Jyoti Awasthi, fundadores da Satat Sampada (Nature Forever), como parte de uma investigação sobre remessas estrangeiras suspeitas vinculadas a ações de campanha climática.
  • a Enforcment Directorate (ED) afirma que quase £500 mil foram pagos para defender um tratado de não-proliferação de combustíveis fósseis (FFNPT) no interior da Índia.
  • A ED diz que as remessas, embora apresentadas como consultoria, tinham o objetivo de promover a agenda do FFNPT dentro do país e que a campanha pode representar risco à segurança energética e ao desenvolvimento econômico da Índia.
  • Durante a operação, foi encontrado um grande estoque de uísque acima do proibido no endereço, levando à prisão temporária de Singh, que foi liberado em seguida; a ED também investiga viagens dele pa ris para o Paquistão e Bangladesh.
  • Singh e Aswati negam as acusações, afirmando que as alegações são infundadas, e destacam que a Satat Sampada foi criada com economias próprias; o contexto envolve pressões sobre organizações da sociedade civil na Índia.

O ED (Enforcement Directorate) de a Índia invadiu a casa de Harjeet Singh, ativista ambiental e cofundador da Satat Sampada, por alegações de que sua campanha por um tratado de não proliferação de combustíveis fósseis prejudicaria o interesse nacional. A operação ocorreu após investigações sobre remessas estrangeiras consideradas suspeitas, vinculadas a grupos de campanha climática.

A própria ED afirma que Singh e a esposa Jyoti Awasthi teriam recebido quase £500 mil para promover o FFNPT, sob o rótulo de serviços de consultoria. A agência diz que as remessas, embora apresentadas como apoio a uma iniciativa climática, tinham como objetivo orientar a agenda do tratado dentro da Índia.

O FFNPT é uma campanha internacional que busca limitar a exploração de novos combustíveis fósseis e reduzir seu uso. Segundo a ED, a adoção do acordo poderia trazer desafios legais internacionais à Índia e comprometer energia e desenvolvimento econômico.

Durante a operação, a ED também informou ter encontrado uma grande quantidade de uísque além do permitido na residência de Singh, levando a uma detenção temporária que foi convertida em liberdade mediante fiança. Investigações acompanham viagens de Singh ao Paquistão e Bangladesh no ano anterior, com foco no financiamento dessas viagens.

Singh e Aswati divulgaram nota dizendo serem impedidos de comentar por razões legais, mas reiteraram que as acusações são falsas, tendenciosas e enganosas. Singh atua há mais de duas décadas em frentes internacionais de clima, com organizações como ActionAid e Climate Action Network.

Segundo fontes citadas pela imprensa, a operação ocorre em um contexto de pressão sobre organizações da sociedade civil na Índia, com suspensão de diversas licenças de recebimento de fundos estrangeiros e fechamento de entidades. O ED não forneceu mais detalhes sobre outros alvos ou sobre a origem dos fundos.

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