- O procurador-geral do Colorado afirmou que a administração Trump está promovendo uma “campanha de vingança” contra o estado, em um suit apresentado ao tribunal federal.
- Em 31 de dezembro, Trump pediu a libertação de Peters e chamou o governador do Colorado de “vagabundo” (scumbag), dizendo que o sistema de votação por correspondência impede vitória republicana no estado.
- Especialistas já disseram que o voto por correspondência é seguro, legal e não favorece nenhum partido.
- Tina Peters foi condenada a nove anos de prisão em um caso de violação de voto; Trump concedeu-lhe um perdão simbólico no mês anterior, o que não cobre crimes estaduais.
- O processo de Weiser busca reconhecimento de que Colorado foi punido injustamente, alegando violação da soberania estadual pela Casa Branca; Peters tenta que o perdão seja reconhecido pela corte estadual, com audiência marcada para a próxima semana.
O procurador-geral do Colorado acusa a administração Trump de promover uma “campanha de vingança” contra o estado, em meio a desdobramentos envolvendo Tina Peters, a antiga funcionária eleitoral local. A denúncia foi feita em um recurso apresentado por Weiser, que afirma que Colorado sofreu punição injusta por ações federais.
A ação aponta que Trump chegou a conceder uma graça simbólica a Peters no mês passado, gesto que não se estende a crimes estaduais pelos quais Peters foi condenada e recebeu pena de nove anos de prisão. A defesa sustenta que a graça federal não abrange delitos estaduais.
Weiser move a disputa na Justiça Federal de Denver, pedindo que o juiz R. Brooke Jackson declare violação da soberania estadual pela administração federal. O procurador afirma que a situação é inédita e representa violação à Constituição.
Contexto legal e eleições
Peters busca manter reconhecimento da graça no âmbito estadual, enquanto seus advogados devem comparecer à Justiça na próxima semana para tentar reverter a condenação. A disputa envolve questões sobre o alcance da autoridade de clemência presidencial e o impacto em operações eleitorais locais.
Especialistas destacam que o sistema de voto por correspondência do Colorado é considerado seguro, legal e igualitário entre partidos, sem favorecer uma das correntes políticas. Em 2020, o tema foi alvo de debates sobre impactos do voto por correspondência.
Desdobramentos recentes
O caso ocorre em meio a críticas de Trump sobre o resultado da eleição de 2020, que ele continua a tentar retratar como fraudulenta. Contudo, decisões judiciais federais e estaduais à época não encontraram evidências que pudessem alterar o resultado.
As ações legais em curso buscam esclarecer se a conduta da administração federal constitui punição indevida a um estado, mantendo o foco na soberania estadual e nos fundamentos constitucionais envolvidos.
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