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Câmara dos EUA rompe com Trump para reviver subsídios da ACA

Grupo de republicanos vota com democratas para estender por três anos os créditos que subsidiam prêmios da ACA, desafiando a posição de Trump

A demonstrator holds a sign in front of the US supreme court in Washington DC on 10 November 2020.
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  • A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto para reestabelecer por três anos os créditos fiscais que reduzem as mensalidades dos planos da Affordable Care Act (ACA).
  • A votação foi 230 a 196, com todos os democratas e 17 republicanos a favor, incluindo moderados que não queriam aumento de custos para seus eleitores.
  • A medida deve ser revisada pelo Senado, que ainda é controlado pelos republicanos, antes de virar lei.
  • O deputado republicano Mike Johnson, atual líder da Câmara, se opôs aos créditos, enquanto quatro republicanos assinaram um abaixo-assinado para abrir a votação, desafiando o speaker.
  • Os democratas veem os créditos como parte de uma agenda de combate à “crise de acessibilidade” em saúde, enquanto o ex-presidente Donald Trump é contrário à extensão.

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei para reativar créditos fiscais que reduzem os prêmios de planos da Affordable Care Act (ACA) por três anos. A iniciativa contou com o apoio de democratas e de um grupo de republicanos moderados, rompendo com a posição do ex-presidente Donald Trump, que se opõe aos subsídios. A votação ocorreu na quinta-feira e a proposta segue para o Senado, onde deverá passar por alterações.

O texto permite a extensão dos créditos que haviam sido criados durante a gestão de Joe Biden e expiraram no fim do ano passado. A aprovação ocorreu mesmo com a maioria republicana do Senado, que ainda não confirmou o formato final da medida.

O apoio democrata foi pivotal, com a participação de republicanos que argumentaram que o aumento de custos com saúde para seus eleitores precisava de uma solução. Entre os deputados republicanos que assinaram o desembolso, quatro impulsionaram a pauta após insistirem em uma extensão estável dos créditos.

Envolvidos e próximos passos

Entre os congressistas, o grupo de republicanos moderados que rompeu com a liderança foi determinante para viabilizar a aprovação. O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, havia se oposto a medidas que considerava sujeitas a fraudes, e o desenlace representa uma mudança tática no cenário político.

Especialistas indicam que, sem os créditos, os prêmios dos planos da ACA poderiam quase dobrar para os beneficiários. A oposição de Trump persiste, e o Senado deve discutir a proposta e possivelmente alterá-la antes de inviabilizar o avanço. A expectativa é de novo impasse político até a sanção final.

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