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Farage acusado de repetir linhas do Kremlin após comentário sobre tropas britânicas

Farage é acusado de repetir linhas da Kremlin ao dizer que votaria contra envio de tropas britânicas à Ucrânia, gerando dúvidas sobre a segurança nacional

Nigel Farage: ‘We neither have the manpower nor the equipment to go into an operation that clearly has no ending timeline.’ Photograph: Neil Hall/EPA
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  • Nigel Farage disse que votaria contra qualquer envio de tropas britânicas para a Ucrânia, o que levou a acusações de que estaria repetindo linhas do Kremlin.
  • O ministro do Gabinete, Pat McFadden, afirmou que a posição de Farage levanta dúvidas sobre a segurança nacional do Reino Unido e sugeriu que isso sinaliza alinhamento pró-Rússia.
  • Em Paris, Keir Starmer e o presidente francês, Emmanuel Macron, disseram que defendem o envio de tropas terrestres a Ukraine e mencionaram debate e voto no Parlamento britânico antes de qualquer decisão.
  • Uma coalizão de aliados da Ucrânia, incluindo os EUA, reuniu-se para discutir apoio militar; Farage participou de um programa de rádio e reiterou oposição ao envio de tropas, citando falta de mão de obra e equipamentos.
  • A crítica concentrada em Farage ocorreu após sua crítica à política de Ucrânia do governo britânico, com a oposição trabalhista chamando-o de “fantoche de Putin” pela postura.

Nigel Farage, líder do Reform UK, foi acusado de reproduzir “linhas do Kremlin” após declarar que votaria contra qualquer plano do governo britânico de enviar tropas à Ucrânia. A crítica veio do ministro do Gabinete Pat McFadden, que afirmou duvidar do compromisso dele com a segurança nacional do Reino Unido.

McFadden disse que a posição de Farage sugere uma postura pró-Rússia sobre o tema, o que ele entende como motivo de preocupação para os eleitores. O ministro afirmou que garantir a segurança europeia é essencial para os interesses britânicos.

Na terça-feira, Reino Unido e França sinalizaram estar prontos para enviar tropas à Ucrânia como parte de um acordo de paz. Farage criticou a medida em entrevistas, afirmando que votaria contra qualquer proposta de acionamento de tropas no território.

Durante participação na Times Radio, Farage afirmou que votaria contra, ressaltando que não há contingente suficiente de pessoal nem equipamento para uma operação sem horizonte de término definido. Ele comentou ainda sobre a possibilidade de envolver mais países e rotacionar contingentes.

O político, que é um dos cinco deputados do Reform UK, citou que apenas com uma aliança de oito a doze países com rotação de batalhões poderia considerar a intervenção. Do contrário, afirmou, haveria exposição prolongada para Reino Unido e França.

As declarações de Farage ocorreram após um cume com líderes de mais de duas dezenas de países aliados na chamada coalizão dos dispostos, além de participação de Steve Witkoff, enviado dos EUA, e Kushner, genro de Donald Trump. Podem ter influenciado o debate.

O primeiro-ministro e Emmanuel Macron assinaram uma declaração com Zelensky, afirmando compromisso com tropas terrestres, em Paris. Na Westminster, Keir Starmer indicou que parlamentares terão debate e voto antes de qualquer envio britânico para atividades de paz.

A posição de Farage sobre a Rússia tornou-se alvo de críticas do Labour, que o chamou de autodefesa de uma figura ligada a Putin. O partido afirmou que o comportamento do político desvirtua patriotismo e questiona para quem ele realmente fala.

O assunto segue em pauta, com a oposição destacando a necessidade de consistência na política externa britânica e a relevância de um consenso parlamentar antes de decisões de grande escala envolvendo tropas em território estrangeiro.

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