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Bolsonaro pede ao STF autorização para receber assistência religiosa na prisão

Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para assistência religiosa na Polícia Federal, com visitas de Robson Rodovalho e Thiago Manzoni; decisão fica com Alexandre de Moraes

O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Nelson ALMEIDA / AFP
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  • A defesa de Jair Bolsonaro protocolou no STF um pedido para que ele receba assistência religiosa regular na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena.
  • O pedido argumenta que a liberdade religiosa é direito constitucional e que a Lei de Execução Penal autoriza a atuação de representantes de diferentes confissões nos locais de custódia, conforme a vontade do preso.
  • A defesa solicita a entrada de dois visitantes: o bispo Robson Rodovalho (Sara Nossa Terra) e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni (Igreja IDE), para visitas individuais supervisionadas.
  • Rodovalho já havia sido citado em pedido anterior e teve decisão negada por Moraes, que afirmou não fazer parte do grupo original de oração autorizado à época da prisão domiciliar; Manzoni é deputado distrital pelo PL.
  • No momento, apenas familiares próximos (como Michelle Bolsonaro e filhos) e advogados têm autorização para visitas; o pedido aguarda a análise do ministro Alexandre de Moraes.

O ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que possa receber assistência religiosa regular na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena. A defesa sustenta que a liberdade religiosa é direito constitucional e está prevista na Lei de Execução Penal.

Segundo os advogados, o pedido visa autorizar visitas religiosas individuais e supervisionadas de dois representantes de confissões distintas: o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, da Igreja IDE. A liberação permitiria acompanhamento espiritual semelhante ao ocorrido durante a prisão domiciliar.

Detalhes do pedido e contexto

Rodovalho já havia sido citado em solicitação anterior, que foi negada por Moraes em 2025, sob a justificativa de que o bispo não integrava o grupo autorizado na época. Manzoni é deputado distrital pelo PL e aparece como ministro responsável pelo acompanhamento espiritual do ex-presidente.

Atualmente, apenas familiares próximos, como Michelle Bolsonaro e os filhos, além de advogados, possuem autorização para visitas à sala de Estado-Maior da PF. A defesa de Bolsonaro aguarda a análise de Moraes para decidir sobre a entrada de religiosos na unidade.

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