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Comissão de Ética investiga Heleno por fala sobre infiltrar a Abin na eleição

Comissão de Ética Pública abre apuração contra Augusto Heleno por declaração sobre infiltrar a Abin na eleição, com notificação a ser entregue ao general

Tomada de depoimento do ex-ministro do GSI, General Augusto Heleno. Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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  • A Comissão de Ética Pública abriu, em 15 de dezembro, procedimento para apurar declarações do general Augusto Heleno sobre infiltrar a Abin na eleição de 2022.
  • Em reunião de julho de 2022, Heleno indicou que agentes da Abin teriam se infiltrado em campanhas eleitorais; Bolsonaro interrompeu a fala para tratar do assunto mais tarde.
  • O relator, Manoel Caetano Ferreira Filho, afirmou que haveria possível desvio de finalidade para reforçar a retórica de fraudes nas urnas, lembrando que a Abin integrava a estrutura do GSI à época.
  • A reunião foi gravada e integra a investigação da Polícia Federal sobre a trama golpista de 2022; a CEP solicitou autorização a Alexandre de Moraes para notificar Heleno presencialmente.
  • Heleno permanece em regime de prisão domiciliar, após ter sido condenado a 21 anos de prisão por integrar o núcleo da tentativa de golpe.

A Comissão de Ética Pública da Presidência abriu um procedimento para apurar declarações do general Augusto Heleno, à época ministro do Gabinete de Segurança Institucional, feitas em julho de 2022 com Jair Bolsonaro. O tema envolve alegações de infiltração de agentes da ABIN em campanhas eleitorais.

A investigação envolve a possibilidade de desvio de finalidade para reforçar a retórica de fraudes eleitorais, conforme voto do relator Manoel Caetano Ferreira Filho. A ABIN, na época, integrava a estrutura do GSI, chefiada por Heleno.

A abertura ocorreu em 15 de dezembro. A CEP informou a tramitação ao STF e indicou que pretende entregar pessoalmente ao general uma notificação para manifestação.

Tramitação e estado atual

A reunião alvo das declarações foi gravada e faz parte do material investigado pela PF sobre uma trama golpista de 2022. A CEP solicitou autorização a Alexandre de Moraes para o envio da notificação.

Heleno está em regime domiciliar após ser condenado a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe, conforme apurações associadas ao caso.

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