- A senadora Damares Alves pediu ao STF autorização para vistoriar a sala da Polícia Federal em Brasília onde Bolsonaro está preso, alegando objetivo institucional e sem interferir na PF ou no Judiciário.
- A justificativa é verificar condições estruturais, sanitárias e assistenciais do local, ressaltando que o ex-presidente é idoso e passou por cirurgias recentes.
- Damares cita precedente de vistoria da CDH do Senado durante a prisão de Lula, em 2018, para defender a legitimidade da ação.
- A comissão informou que está aberta ao diálogo com a PF para definir agenda compatível com protocolos de segurança, buscando evitar conflitos institucionais.
- Médicos informaram que Bolsonaro sofreu traumatismo craniano leve após a queda, com tonturas e oscilações de memória; hipótese envolve interação entre medicamentos e tratamento recente.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pediu ao STF autorização para vistoriar a sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está presa desde 22 de novembro de 2025 o ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação ocorreu após Bolsonaro sofrer queda que resultou em possível traumatismo craniano leve.
No requerimento, Damares argumenta que a vistoria tem caráter institucional e não interfere na PF nem no Judiciário. O objetivo é verificar condições estruturais, sanitárias e assistenciais do local onde Bolsonaro cumpre pena, destacando a idade do ex-presidente e cirurgias recentes.
Ela afirma que a iniciativa representa exercício legítimo da função fiscalizatória do Senado e cita precedente de 2018, quando parlamentares visitaram a sede da PF em Curitiba durante a prisão de Lula. A senadora sustenta que a defesa dos direitos humanos não depende de filiação política do custodiado.
Visita e diálogo com a PF
No documento, Damares diz que a comissão está aberta ao diálogo com a PF para alinhar uma agenda com protocolos de segurança. A intenção é evitar conflitos institucionais e assegurar o acompanhamento das condições de custódia.
Relatos médicos indicam que Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve após a queda, com episódios de tontura, desequilíbrio e alterações de memória. A equipe médica aponta possível interação entre medicamentos usados recentemente e tratamentos para crises de soluços.
Contexto da prisão
Bolsonaro permanece detido desde 22 de novembro de 2025, quando a PF apontou risco de fuga e violação de a tornozeleira eletrônica, ampliando a prisão domiciliar para execução penal. A sentença envolve pena de 27 anos e três meses em regime fechado, por suposta liderança em golpe de Estado após as eleições de 2022.
Moraes converteu a detenção em execução penal para cumprir o restante da pena. A ação ocorreu em meio a versões sobre a natureza do cumprimento de pena e as condições de custódia em Brasília.
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