- O vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim, afirmou ter sido procurado por uma empresa para gravar conteúdos que defenderiam o Banco Master e atacariam o Banco Central.
- Ele diz ter provas: ata notarial em cartório, contrato assinado digitalmente e mensagens que mostram modelos de vídeos já prontos.
- A proposta previa um contrato com cláusula de confidencialidade de 800 mil reais em caso de quebra do acordo, com negociações iniciadas nas redes sociais e depois via WhatsApp por um assessor.
- Segundo o vereador, a empresa mencionou um reposicionamento de imagem ligado a Daniel Vorcaro e ao Banco Master; houve reunião por videoconferência para tratar do tema.
- A Polícia Federal abriu inquérito para apurar se influenciadores foram contratados para gravar conteúdos contra o Banco Central e a favor do Master.
O vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim (RS), afirma ter provas de que foi abordado por uma empresa para gravar conteúdos com o objetivo de defender o Banco Master e atacar o Banco Central. A declaração foi feita em entrevista ao Estúdio I, da GloboNews, durante a cobertura sobre a liquidação do Banco Master, anunciada no fim de 2025.
Rony diz possuir ata notarial, contrato assinado digitalmente e registros de todas as conversas. Ele relata ter recebido exemplos de vídeos usados por outros influenciadores com o roteiro a ser seguido para descredibilizar o BC.
Segundo o vereador, a abordagem ocorreu inicialmente pelas redes sociais e depois por meio de um assessor via WhatsApp. A proposta previa cláusula de confidencialidade de 800 mil reais caso o acordo fosse desfeito, com reunião virtual para discutir o reposicionamento de imagem envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Provas registradas e conteúdo
Em vídeo divulgado por meio de uma postagem, o vereador descreve o contato de uma agência de marketing digital, em 20 de dezembro de 2025, que dizia atuar em gerenciamento de reputação para um executivo e que buscava influenciadores para esse objetivo.
A Força-Tarefa/O PF afirmou que abrirá inquérito para apurar se influenciadores chegaram a ser contratados para produzir conteúdos contrários ao BC e a favor do Master. A investigação, segundo a PF, apura influências e contratos envolvendo a campanha de reputação.
Este texto está atento a novas informações que venham a ser confirmadas pelas autoridades e veículos envolvidos na apuração.
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