- Líderes dos cinco partidos com representação no Parlamento groenlandês defenderam o direito dos habitantes de Groenlândia de decidir seu futuro, diante de pressões dos Estados Unidos.
- Em declaração conjunta, afirmam que o futuro deve ser decidido pelos groenlandeses, em diálogo e com base no direito internacional e no Estatuto de Autonomia, sem ingerência de outros países.
- O texto ressalta que a decisão deve ocorrer sem pressões e que não se pretende ser nem americanos nem dinamarqueses, mas groenlandeses; a relação com os Estados Unidos e com países ocidentais continua.
- A carta, assinada pelo presidente autônomo Jens-Frederik Nielsen e pelo líder do Naleraq, Pelle Broberg, destaca que Groenlândia é regida pelo direito internacional e pelo Estatuto de Autonomia, e que o Parlamento é escolhido pela população.
- O contexto ocorre enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que atuará para impedir a ocupação por Rússia ou China; está previsto encontro entre o secretario de Estado, Marco Rubio, e autoridades dinamarquesas e groenlandesas na próxima semana para discutir o tema.
Os líderes dos cinco partidos com representação no Inatsisartut, o Parlamento de Groenlândia, defenderam o direito dos groenlandeses de decidirem seu futuro. A declaração conjunta afirma que a decisão deve ocorrer dentro do respeito ao direito internacional e ao Estatuto de Autonomia, sem pressões externas.
O texto ressalta que a soberania sobre o futuro de Groenlândia é dos groenlandeses, com diálogo baseado em princípios diplomáticos e nas relações com aliados ocidentais. Assinam a nota o presidente autônomo Jens-Frederik Nielsen e Pelle Broberg, líder do Naleraq.
A mensagem enfatiza que Groenlândia não deve sofrer intromissões de outros países nem descrédito externo. O documento reforça a cooperação com os Estados Unidos e com países ocidentais, mantendo o Parlamento como principal agente da decisão.
O conteúdo foi divulgado antes de declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre ações para impedir influências de Rússia ou China na ilha ártica. Trump afirmou interesse estratégico na região, mencionando a soberania dinamarquesa e a necessidade de medidas.
Do lado dinamarquês, o secretário de Estado Marco Rubio planeja encontro com o colega dinês Lars Lokke Rasmussen e com a conselheira de Exteriores groenlandesa, Vivian Motzfeldt. O objetivo seria discutir a situação e possíveis caminhos diplomáticos.
Contexto e desdobramentos
A Groenlândia, com cerca de 56 mil habitantes, atua sob um estatuto de autonomia que permite maior self-governança. A declaração conjunta reforça a vontade de manter relações estáveis com EUA e parceiros ocidentais, sem abrir mão da autodeterminação.
Especialistas destacam que o debate envolve questões de segurança, recursos naturais e geopolítica no Ártico. A posição dos cinco partidos sugere uma estratégia de diálogo pacífico e diplomático para tratar a presença de potências estrangeiras na região.
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