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Defesa de Bolsonaro interpõe novo recurso para embargos ao plenário

Defesa de Bolsonaro entra com agravo regimental buscando levar embargos infringentes ao STF, visando absolvição ou anulação da ação penal

Defesa de Bolsonaro protocola agravo regimental para contestar a rejeição de recursos por Moraes. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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  • A defesa de Jair Bolsonaro protocolou agravo regimental no STF para reverter decisão de Moraes que rejeitou embargos infringentes.
  • O objetivo é manter o voto divergente de Luiz Fux, que defendia absolvição e anulação do processo, e levar o caso ao plenário ou obter absolvição/ankulação total.
  • O debate envolve o Regimento Interno do STF: Moraes afirmou que, em decisões de Turmas, seriam necessários dois votos absolutórios; a defesa sustenta que não há esse requisito no regimento para esse caso.
  • Os advogados alegam cerceamento de defesa, citando grande volume de provas disponibilizado tardiamente pela Polícia Federal e defendendo a competência do Plenário diante da prerrogativa de foro.
  • Em relação à prisão, Bolsonaro ficou em prisão domiciliar de 4 de agosto a 22 de novembro e, posteriormente, houve prisão preventiva; em 25 de novembro Moraes encerrou a ação penal, determinando pena de 27 anos e 3 meses, com pedidos de prisão domiciliar humanitária já negados.

O defesa de Jair Bolsonaro protocolou nesta segunda-feira um agravo regimental no STF, buscando levar embargos infringentes ao plenário. A ação visa reverter decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes que rejeitou a tramitação dos embargos. O objetivo é sustentar voto divergente de Luiz Fux, que defendia a absolvição de Bolsonaro.

Os advogados argumentam que o cabimento dos embargos infringentes seria possível mesmo com decisão de Turma não unânime, com base no Regimento Interno do STF. Alegam que o requisito de quórum qualificado é restrito ao plenário, e não se aplica da mesma forma às Turmas.

A defesa sustenta cerceamento de defesa durante a instrução, citando atraso e volume de dados fornecidos pela Polícia Federal. Alega que houve prejuízo à preparação do caso e que a Primeira Turma não tinha competência para julgar o presidente com prerrogativa de foro.

O que mudou no processo

O agravo questiona ainda a interpretação do regimento sobre o papel das Turmas versus o plenário. Aponta que o artigo 5º do Regimento define que o plenário julga o presidente em crimes comuns, mantendo a prerrogativa de foro. A defesa segue pleiteando absolvição ou anulação da ação penal.

Contexto da prisão e do inquérito

Bolsonaro esteve em prisão domiciliar de 4 de agosto a 22 de novembro, por tentativa de violar tornozeleira com ferro de solda. A prisão ocorreu no inquérito sobre atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Moraes encerrou a ação penal e determinou a pena de 27 anos e 3 meses.

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