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Derrubada do veto à dosimetria vira teste de força da oposição no Congresso

Oposição busca derrubar veto à dosimetria no Congresso, avaliando coesão entre Câmara e Senado e força política junto ao Planalto

Presidente do Congresso, Davi Alcolumbre terá que pautar votação de veto ao PL da Dosimetria. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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  • A oposição busca derrubar o veto de Lula ao projeto da dosimetria das penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro, como teste de força política no Congresso.
  • A votação do veto depende de 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, correspondentes à maioria absoluta, e está sob coordenação do presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre.
  • O veto integral foi anunciado durante cerimônia dos três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023; parlamentares veem a decisão como movimento político além da discussão jurídica.
  • Há pressão para acelerar a pauta, incluindo possível sessão conjunta extraordinária, proposta pela deputada Carol De Toni, mas a viabilidade da convocação é contestada pela complexidade regimentar.
  • Analistas afirmam que a votação pode ocorrer no primeiro semestre, possivelmente próximo das eleições, dada a base de apoio construída para o tema e o interesse estratégico envolvido.

A oposição trabalha para derrubar o veto do presidente Lula ao projeto de dosimetria das penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. A votação dependerá de acordo com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, responsável pela pauta.

O veto integral foi anunciado por Lula durante a cerimônia de três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023. Parlamentares veem a medida como decisão política que vai além de critérios jurídicos de individualização de penas.

Para derrubar o veto, são necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado, número que traduz a chamada maioria absoluta. A oposição busca manter a coesão já conquistada na aprovação da matéria, buscando protagonismo em tema sensível.

Após o veto, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o acordo já previa a derrubada na primeira sessão do Congresso. No entanto, não há sessões convocadas nem pauta definida até o momento.

Para acelerar o processo, a deputada Carol De Toni protocolou requerimento para uma sessão conjunta extraordinária. A ideia depende de apoio majoritário de ambas as Casas e enfrenta entraves regimentais.

Especialistas lembram que, tecnicamente, a Constituição estabelece prazos para vetos, mas a prática é politicamente orientada por acordos entre líderes e governo. O acúmulo de vetos pendentes reforça essa dinâmica.

O debate envolve também tensões entre o Planalto e o Congresso. A ausência de Alcolumbre na cerimônia oficial e disputas sobre indicações no STF aparecem como contexto que pode influenciar a votaçao.

Do ponto de vista estratégico, a base de votos do PL e de aliados no Congresso é vista como sustentável. Analistas apontam que a derrubada pode ocorrer ao longo do primeiro semestre, possivelmente aproximando-se das eleições.

Conjuntura e calendário serão determinantes. Técnicos destacam que o tema reúne apoio transversal, base de apoiadores e argumento técnico-jurídico, o que aumenta as chances de eventual votação favorável ao veto.

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