- Emendas enviadas pelo então deputado Jhonatan de Jesus (hoje ministro do TCU) e pelo pai dele, o senador Mecias de Jesus, seriam usadas para a construção de três centenas de casas populares em Iracema, Roraima.
- A promessa era entregar o conjunto até o final de 2024, para beneficiar um aliado na prefeitura, o então prefeito Jairo Ribeiro.
- Até agora apenas uma casa foi construída; o restante não tem fundação, o terreno está tomado pelo mato e a edificação permanece abandonada.
- A prefeitura disse que o dinheiro foi usado para a elaboração de projetos, sem apresentar cronogramas ou prestação de contas detalhada; polêmicas envolvem valores de emendas, citando dinheiro entre milhões de reais.
- O ministro Jhonatan de Jesus negou desvio de finalidade e afirmou que a execução e a prestação de contas são de responsabilidade de estados e municípios; Mecias de Jesus reiterou que a execução cabe à prefeitura.
O Ministério do TCU e o pai dele enviaram emendas para a construção de 300 casas em Iracema, em Roraima, mas apenas uma unidade foi ergue.
A promessa era entregar o conjunto ainda em 2024 e usar o recurso como alavanca política para aliados da administração municipal. O terreno, hoje, registra abandono e mato alto.
As emendas somaram R$ 13 milhões via Pix, com destinação a moradias, pavimentação e recuperação de estradas. A prefeitura informou que o dinheiro foi usado para elaboração de projetos, sem detalhes sobre o cronograma.
Envolvidos e posição dos protagonistas
Jhonatan de Jesus, hoje ministro do TCU e relator do caso Master no tribunal, nega irregularidades nas indicações. Segundo ele, a execução e a prestação de contas cabem a Estados e municípios.
O pai dele, senador Mecias de Jesus, afirma que a responsabilidade pela execução é da prefeitura. O ex-prefeito de Iracema, Jairo Ribeiro, está sob investigação da Polícia Federal por fraudes eleitorais e desvios de recursos.
Situação da obra e situação financeira
A prefeitura declarou que o dinheiro foi usado na elaboração de projetos para as unidades futuras, sem apontar novos prazos. Nem a primeira fase, com 60 casas, foi iniciada, segundo o setor público local.
A única casa resultante das emendas permanece vazia e em estado de abandono, sem fundação para as outras 299. O terreno está tomado por mato e não há obras em andamento.
Contexto institucional e desdobramentos
Iracema já foi alvo de críticas sobre transparência de recursos federais, com órgãos federais questionando a ausência de informações e o não cumprimento de metas da União. O Banco Master, ligado a investigações, também envolve o tema.
O Ministério Público e tribunais estão apurando as implicações das emendas, além de avaliar a responsabilidade de gestores locais e federais nos repasses e na prestação de contas.
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