- Moraes determinou que o Ministério da Justiça formalize o pedido de extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.
- Rocha foi condenado a sete anos e seis meses de prisão em regime semiaberto, por participação na trama golpista e elaboração de relatórios com dados deturpados sobre urnas.
- O ministro decretou a prisão domiciliar de Rocha em dezoito de dezembro, citando alto risco de resistência à condenação após a fuga de Silvinei Vasques.
- A Polícia Federal não localizou o presidente do IVL; investigações indicam que ele está no Reino Unido.
- A decisão de Moraes ocorre após relatório técnico que fundamentou tentativa de anular votos para manter Jair Bolsonaro no poder.
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que o Ministério da Justiça formalize o pedido de extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal. A medida foi anunciada nesta segunda-feira 12. Rocha foi condenado por participação na trama golpista.
A decisão faz parte de investigações da Polícia Federal que apontam Rocha como forjador de relatórios técnicos com dados deturpados. O objetivo era manter Jair Bolsonaro no poder, de acordo com o material que embasou ações da frente desinformativa.
Rocha já havia recebido prisão domiciliar em 27 de dezembro, após a fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal. A PF informou que Rocha não estava no endereço informado, sendo local específico ainda indevulgável.
Relatórios técnico‑jurídicos apresentados por Rocha alegavam que urnas anteriores a 2020 apresentavam falhas irreparáveis, afirma a Procuradoria-Geral da República. O material serviu de base para ações visando anular votos na tentativa de manter o ex‑governo.
Situação atual e próximos passos
Segundo as apurações, Rocha estaria no Reino Unido. A PF trabalha para confirmar a localização e viabilizar o processo de extradição, agora encaminhado pelo STF ao Ministério da Justiça. A defesa de Rocha não se pronuncia publicly sobre a extradição.
A decisão de Moraes aponta para a continuidade do andamento jurídico internacional, com base no alinhamento de instrumentos legais entre Brasil e Reino Unido. O desfecho depende de pareceres oficiais de autoridades migratórias e judiciais dos dois países.
O caso envolve agentes e institutos ligados a desinformação, com infração penal grave e consequências políticas. A PF continua monitorando o núcleo do grupo que articulou a tentativa de golpe, conforme apurado até o momento.
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