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Motta não confirma apoio a Lula em 2026 e pede gestos concretos

Motta não confirma apoio a Lula em 2026, afirma que decidirá após gestos concretos, consolidando aliança para a reeleição de João Azevedo no estado

Brasília (DF), 23/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante cerimônia de assinatura do decreto que dispõe sobre o reconhecimento, a valorização e a promoção da cultura gospel como manifestação cultural nacional. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • Motta disse que só apoiará Lula em 2026 se houver “gestos concretos” e reciprocidade, em entrevista nesta segunda-feira, 10, ao lado do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
  • Na Paraíba, o Partido Republicanos deve integrar a aliança pela governadoria de João Azevedo (PSB), com o atual vice, Lucas Ribeiro (PP), definido para a disputa; a prioridade é um projeto que represente o estado.
  • Motta citou a possibilidade de o pai, Nabor Wanderley (Republicanos), ser candidato ao Senado na chapa; há resistências no campo governista, já que PT pretende apoiar Veneziano (MDB) e Azevedo para as vagas na Câmara Alta.
  • Sobre o veto de Lula ao PL da Dosimetria, Motta afirmou que o tema será analisado pelo Congresso e que houve ampla participação na Câmara, com quase três centenas de votos a favor da proposta votada.
  • O veto ocorreu em ato que manteve a lembrança aos três anos da invasão bolsonarista; Motta e Davi Alcolumbre (Senado) não participaram da solenidade; oposição e Centrão devem tratar o veto ao retorno dos trabalhos em fevereiro.

Hugo Motta, presidente da Câmara, evitou confirmar apoio a Lula em 2026 e afirmou que só definirá após receber gestos concretos do governo. A declaração foi dada em entrevista à imprensa nesta segunda-feira, 10, ao lado do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. Motta destacou que a política se constrói com reciprocidade e que haverá uma avaliação cuidadosa sobre apoios e gestos para decidir o alinhamento político.

No âmbito estadual, Motta disse que a aliança de seu partido, o Republicanos, integrará o projeto de sucessão do governador João Azevedo, do PSB, que deve indicar o atual vice, Lucas Ribeiro, do PP, para compor a chapa. O deputado afirmou que o objetivo é consolidar um projeto capaz de representar as necessidades do estado e manter o modelo administrativo em vigência, que ele avalia ter aprovação popular.

Além disso, o presidente da Câmara citou a possível candidatura de seu pai, Nabor Wanderley, prefeito de Patos, ao Senado pela chapa. O movimento, porém, enfrenta resistência dentro da base governista, já que a Executiva Estadual do PT na Paraíba fechou posição e pretende apoiar o senador Veneziano Vital do Rêgo, do MDB, e Azevedo para as vagas na Casa Alta.

Cenário político na Paraíba

Questionado sobre o veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduzia penas de golpistas condenados pelo 8 de Janeiro, Motta disse tratar o tema com tranquilidade. O presidente da Câmara afirmou que o Congresso analisará a decisão do Executivo, ressaltando que a proposta foi amplamente discutida na Câmara, com quase 300 votos.

O paraibano explicou que, respeitando o direito e a prerrogativa do presidente de vetar matérias aprovadas pelo Congresso, o Legislativo também atuará dentro de sua prerrogativa para analisar o veto. Motta destacou ainda que o tema dividiu o Brasil em 2025 e que a análise deverá seguir o devido processo legislativo.

Perspectivas para o debate eventual

Motta mencionou que a sinusoidalidade das alianças e as negociações futuras dependerão de gestos concretos e de uma construção política baseada no diálogo com diferentes correntes do parlamento. A entrevista ocorreu sem participação de outros líderes da oposição na Paraíba e sem a presença de Motta em eventos que lembraram a invasão de 2023 aos Três Poderes.

A agenda parlamentar segue com atividade regular no Congresso, com foco nas tratativas sobre alianças regionais, composição de frentes e avaliação de vetos presidenciais. O tema do apoio a Lula em 2026 permanece em aberto, sujeito ao comportamento político e aos gestos recebidos nas próximas semanas.

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