- O PL Mulher, comandado por Michelle Bolsonaro desde março de dois mil e vinte e três, tornou-se a segunda maior sigla do Congresso a gastar com a ala feminina, ficando atrás apenas do Republicanos.
- O orçamento da ala feminina do PL subiu de 0,5% dos gastos do partido em dois mil e vinte e dois para 8% em dois mil e vinte e cinco; em dois mil e vinte e quatro, a sigla gastou R$ 14 milhões com a área.
- O PSD Mulher representou 6% das despesas do PSD em dois mil e vinte e cinco, somando R$ 4,3 milhões; o movimento Mulheres Progressistas, do PP, teve a mesma participação percentual.
- Regra eleitoral determina que pelo menos cinco por cento dos gastos dos partidos sejam destinados à promoção da participação política das mulheres.
- Especialistas avaliam que Michelle Bolsonaro ampliou a repercussão do PL Mulher e pode influenciar o voto feminino e evangélico nas eleições de dois mil e vinte e seis.
Quase três anos após assumir o comando do PL Mulher, Michelle Bolsonaro elevou a importância da ala feminista do partido. A legenda passou a figurar como a 2ª maior em gasto com mulheres no Congresso, atrás apenas do Republicanos. Os números são da prestação de contas ao TSE.
O orçamento do PL Mulher saltou de 0,5% dos gastos da sigla em 2022 para 8% em 2025. Em 2024, o grupo destinou cerca de R$ 14 milhões a ações para filiadas, candidaturas e apoio a mulheres com potencial eleitoral.
Dados financeiros
Já o PSD Mulher representou 6% das despesas do PSD em 2025, somando R$ 4,3 milhões. Em 2024, as alas femininas de PL e PSD somaram apenas 1% dos gastos de cada sigla. O PSD Mulher é apontado como menos conservador que o PL.
A ala das Mulheres Republicanas, chefiada pela senadora Damares Alves, respondeu por 8,5% do total de gastos do partido em 2025, cerca de R$ 4,6 milhões. O grupo tem mais de 280 mil filiadas.
Impactos e leitura de especialistas
Especialistas veem que Michelle ampliou a repercussão do PL Mulher, sem, no entanto, transformar o debate interno sobre mulheres no partido. Pesquisadores avaliam potencial de ganho de eleitorado feminino e evangélico para 2026.
Segundo Mayra Goulart, doutora em ciência política, as siglas trabalham para atrair voto feminino com agendas focadas em valores tradicionais, não apenas em pautas feministas.
Projeções para 2026
A ex-primeira-dama é apontada por analistas como candidata em potencial à presidência em 2026. Mesmo com menções a nomes controversos, há sondagens que colocam Michelle em posição relevante para atrair eleitores.
Pesquisadores destacam que a força de Michelle pode depender de superar resistência interna e consolidar uma candidatura viável, mantendo o foco em pautas conservadoras com apelo de identificação.
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