- A polícia holandesa questionou a credibilidade das alegações usadas pela polícia de West Midlands para banir torcedores do Maccabi Tel Aviv do jogo contra o Aston Villa, em Birmingham, em novembro.
- A decisão foi tomada por um comitê de segurança de Birmingham com base em inteligência da polícia de West Midlands e gerou indignação e investigações ordenadas pela home secretary.
- O HMIC ouviu a polícia holandesa, que disse que várias reivindicações usadas pela polícia britânica entravam em conflito com a experiência de policing de torcedores do Maccabi no jogo de Amsterdam, em novembro de 2024.
- Segundo a polícia holandesa, houve mil e duzentos agentes no evento em Amsterdam, não cinco mil, e os torcedores do Maccabi não teriam atacado comunidades muçulmanas de forma específica; a violência ocorreu principalmente no centro da cidade.
- As conclusões do HMIC devem ser divulgadas nesta semana, aumentando a pressão sobre o chefe da polícia da região, Craig Guildford, e abrindo espaço para novas análises por outros órgãos, que também devem examinar possíveis condutas inadequadas.
Dois adversários do futebol europeu: a decisão de banir torcedores do Maccabi Tel Aviv de uma partida da Europa League, em Birmingham, está no epicentro de uma investigação oficial no Reino Unido. A decisão foi tomada pelo Birmingham safety committee com base em informações da polícia de West Midlands, para o jogo contra o Aston Villa, em novembro.
O caso envolve a forma como o material de inteligência foi utilizado pela polícia de West Midlands para justificar o banimento dos torcedores israelenses. Em Londres, a primeira etapa da auditoria conduzida pelo HMIC analisa o manejo dessas informações pela força local.
A investigação holandesa questiona a credibilidade de várias afirmações usadas pela WMP. Segundo a HMIC, a polícia holandesa afirmou que algumas alegações apresentadas pela polícia britânica não condiziam com a experiência de campo durante o jogo entre Maccabi Tel Aviv e Ajax, em Amsterdã, em novembro de 2024.
De acordo com fontes da HMIC, a polícia holandesa informou que incidentes graves envolvendo torcedores ocorreram apenas de maneira isolada e que a presença de torcedores do Maccabi exigiu, no máximo, 1.200 oficiais, não 5.000 como relatado pela WMP. Também houve a visão de que os confrontos não foram direcionados especificamente a comunidades muçulmanas.
Segundo as informações recebidas, a confusão ocorreu principalmente no centro de Amsterdã, com comunidades muçulmanas na periferia. O confronto foi descrito como provocação mútua entre torcedores israelenses e apoiadores pró-Palestina, com ataques a partir de ambos os lados, em meio ao contexto da guerra em Gaza.
A HMIC deve enviar as conclusões aos pacientes ministeriais nos próximos dias, com divulgação prevista nesta semana. O documento pode aumentar a pressão sobre o chefe da polícia da região, Craig Guildford, e sobre a atuação da West Midlands Police, que pode enfrentar pedidos de responsabilização.
Simon Foster, o comissionário de polícia e crime da região, está avaliando o relatório da HMIC, e não divulgou posição definitiva. A expectativa é que o texto traga recomendações sobre a atuação de grupos de segurança locais e a eficácia das decisões de banimento.
O episódio também envolve o Comitê de Segurança de Birmingham e o Ministério do Interior, já que outras apurações independentes, como a do Office for Police Conduct e a comissão de assuntos internos, devem revisar condutas policiais e decisões administrativas, sem antecipar desfechos.
A premição de ações de combate à criminalidade na região melhorou nos últimos anos, com melhoria nos tempos de resposta e queda na violência. Em paralelo, a presença do Maccabi Tel Aviv na partida foi ausente, pois o clube de Tel Aviv recusou a alocação de ingressos para a torcida visitante.
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