- O deputado Rodrigo Rollemberg afirmou ter alcançado o número de 171 assinaturas necessárias para instalar a CPI do Banco Master.
- Segundo ele, já cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta, a leitura do requerimento, e o parlamento está em recesso até fevereiro.
- Rollemberg disse ter sido o primeiro a propor a CPI após as suspeitas envolvendo compra de títulos inexistentes do Banco Master pelo BRB, com prejuízos que superam bilhões de reais.
- A investigação da Polícia Federal e do Banco Central apura fraude bilionária envolvendo créditos fictícios e uso de fundos e empresas para inflar ativos do banco.
- O caso também envolve a liquidação do Banco Master e a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, relacionado a operações investigadas pelo STF.
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) disse nesta segunda-feira (12) ter atingido o número mínimo de assinaturas para a instalação da CPI do Banco Master. A meta para abrir a comissão é 171 apoiadores entre deputados. A declaração ocorreu em video divulgado nas redes sociais.
Rollemberg afirmou que, ao lado do PSB, foi pioneiro na defesa da CPI após o escândalo envolvendo aquisição de títulos pelo BRB. Segundo ele, as investigações apontam um rombo superior a R$ 4 bilhões em títulos questionáveis do BRB, além de créditos não substituíveis.
O parlamentar informou que agora cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dar leitura ao requerimento de instalação. O plenário permanece em recessos até fevereiro, momento que atrasaria a formalização da comissão.
Contexto
A CPI do Banco Master surge em meio a casos que envolvem o banco e a gestão financeira vinculada ao BRB, com desdobramentos sobre operações investigadas pela Polícia Federal e pelo Banco Central. A apuração foca em fraudes bilionárias envolvendo créditos fictícios e o uso de estruturas empresariais para inflar ativos do banco.
Situação atual da apuração
Investigações miram irregularidades estruturais na instituição e o uso de fundos e empresas para sustentar operações falsas. A Polícia Federal e os auditores do Banco Central atuam para esclarecer desvios de recursos e responsabilidades. O inquérito tramita no STF sob relatoria de Dias Toffoli, após recurso da defesa de um dos envolvidos.
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