- A Administração de Donald Trump cancelou o Estatus de Proteção Temporária (TPS) para cidadãos de origem somali, abrindo caminho para deportação se deixarem os EUA em pouco mais de um mês.
- A divulgação foi feita pelasecretaria de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, via X, informando que os somalis com TPS passam a ser indocumentados e devem sair do país até o dia 17 de março.
- A medida acontece em meio a tensões contra imigrantes somalis, especialmente em Minnesota, onde houve confrontos recentes envolvendo a comunidade e um agente federal que matou uma mulher na semana anterior.
- Dados do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA indicam 2.471 somalis no país com TPS e 1.383 com pedidos pendentes; outras fontes estimam cerca de 705 somalis com TPS.
- Minnesota moveu ações legais para contestar operações federais de imigração e houve protestos em várias cidades, com repúdio a intervenções e ao uso de gás lacrimogêneo.
A Administração Trump anunciou o cancelamento do Estatus de Proteção Temporária (TPS) para cidadãos somalis, que podem ser deportados se permaneçam no país além do prazo. A decisão foi anunciada pela secrétaire de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em publicação na rede social X.
Segundo o anúncio, os somalis que viviam legalmente com TPS passam a ser indocumentados e devem deixar os EUA até 17 de março. A medida amplia a linha de atuação do governo em temas de imigração, com foco em Somali em Minnesota, onde a comunidade é expressiva.
As autoridades afirmam que o período é temporário, mas os detalhes operacionais ainda dependem de processos administrativos. Kristi Noem, secretária do DHS, disse que o TPS não atende mais aos critérios legais, destacando que as condições em Mogadíscio melhoraram.
Dados do USCIS indicam que cerca de 2.471 somalis nos EUA possuem TPS, com 1.383 em andamento para novas solicitações. Organizações de imigração estimam números distintos, destacando a diversidade de registros entre as coletivas.
A medida ocorre em meio a tensões na região de Minnesota, onde há histórico de ataques contra somalis e ministérios locais contestam ações federais. Um agente do ICE matou uma mulher de 37 anos em Minneapolis na semana passada, elevando o clima de insegurança.
Protestos contra as operações migratórias se intensificaram após o incidente. Manifestantes recorrem a concentrações em várias cidades, com uso de gás lacrimogênio em alguns pontos para dispersar os grupos.
Minnesota ajuizou ação para bloquear o envio de centenas de agentes migratórios anunciados pelo DHS, alegando impacto sobre a população local. O governador Tim Walz reforçou a oposição a novas ações federais no estado.
Em St. Cloud, no noroeste de Minneapolis, centenas de pessoas protestaram diante de estabelecimentos de propriedade de somalis, após a chegada de agentes do ICE, conforme cobertura de agências de notícias.
Entre na conversa da comunidade