- A Defensoria Pública do Distrito Federal abriu apuração para verificar as condições de saúde de Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após pedido de Izalci Lucas e Gustavo Gayer.
- A DP-DF afirmou que a fiscalização de direitos de pessoas sob custódia do Estado faz parte de suas atribuições e que as apurações são técnicas, imparciais e independentes, sem juízo de mérito.
- A investigação não tem prazo definido para conclusão; informações adicionais serão prestadas apenas ao final do procedimento ou da deliberação oficial.
- Parlamentares acompanham pedidos de prisão domiciliar humanitária apresentados pela defesa de Bolsonaro, citando problemas de saúde.
- Diversos episódios recentes são mencionados: cirurgia de hérnia entre o Natal e o Ano Novo, picos de hipertensão e soluços, queda na cela com traumatismo craniano leve; STF negou a prisão domiciliar e a assistência médica permanece disponível na PF.
A Defensoria Pública do Distrito Federal abriu uma apuração para investigar as condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a detenção na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A ação foi acionada por dois parlamentares do PL, o senador Izalci Lucas e o deputado Gustavo Gayer. O objetivo é verificar as necessidades especiais do ex-cheefe de governo frente ao regime de custódia.
A DP-DF informou que a função de fiscalizar e garantir direitos fundamentais de pessoas sob custódia é parte de suas atribuições. A instituição destacou a atuação técnica, imparcial e independente, sem julgamento de mérito, e afirmou que as apurações seguem os trâmites legais e institucionais.
Não há prazo definido para a conclusão da apuração. A Defensoria ressaltou que novas informações serão prestadas somente quando houver desfecho do procedimento ou deliberação oficial sobre o caso.
Parlamentares acompanham a defesa de Bolsonaro, que já solicitou prisão domiciliar humanitária com base em questões de saúde. Os advogados do ex-presidente e aliados defendem que a condição médica exige medidas de proteção extraordinárias.
Entre o Natal e o Ano Novo, Bolsonaro passou por cirurgia de hérnia. Durante a internação, houve episódios de hipertensão e soluços, o que levou a clínica a considerar intervenções adicionais, conforme informações médicas.
Na semana passada, o ex-presidente sofreu uma queda na cela, atingindo a cabeça em um móvel. Exames indicaram traumatismo craniano leve, com avaliação de que a tontura pode estar vinculada a medicamentos em uso.
O Supremo Tribunal Federal negou os pedidos de prisão domiciliar. A decisão de janeiro sustenta que a assistência médica recomendada continua disponível na PF, com plantão 24 horas, acesso a médicos e remédios, fisioterapia e alimentação fornecida conforme necessidade.
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