- A Defensoria Pública do Distrito Federal abriu um procedimento para investigar as condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
- Os pedidos foram apresentados pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO); Gayer afirmou que a investigação foi acatada.
- Gayer disse que o ministro Alexandre de Moraes conduz uma “vingança” contra Bolsonaro e defendeu a prisão domiciliar para cuidar da saúde.
- Bolsonaro sofreu uma queda na cela na semana passada, foi atendido pela equipe médica de plantão pela manhã e a defesa pediu transferência ao hospital; Moraes autorizou no dia seguinte.
- Exames apontaram traumatismo craniano leve, sem lesões intracranianas; Michelle Bolsonaro relatou tonturas; o Conselho Federal de Medicina abriu sindicância, que Moraes anulou, determinando que o presidente da entidade seja ouvido pela PF.
A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) abriu, nesta terça-feira (13), um procedimento para apurar as condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Os pedidos de apuração foram apresentados pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO).
Gayer informou, em post no X, que protocolou o pedido na segunda-feira (12) e que a investigação foi acatada, com a abertura formal do procedimento pela DPDF.
Izalci afirmou que o ministro do STF Alexandre de Moraes conduziria uma “vingança” contra Bolsonaro, após a condenação a 27 anos e três meses de prisão. O senador disse que a prisão domiciliar é essencial para cuidar da saúde do ex-presidente.
Na semana passada, Bolsonaro sofreu uma queda na cela durante a noite. Pela manhã foi atendido pela equipe médica de plantão; a defesa pediu transferência para o hospital, mas Moraes autorizou apenas no dia seguinte.
O cardiologista Brasil Caiado, que acompanha Bolsonaro, informou que exames indicaram traumatismo craniano leve, sem lesões intracranianas.
No fim de semana, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou tonturas e instabilidade ao se levantar. Ela mencionou risco de nova queda, ressaltando a necessidade de avaliação médica.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) chegou a instaurar sindicância sobre o atendimento da PF, mas Moraes anulou a medida e mandou ouvir o presidente da entidade, José Hiran da Silva Gallo, para esclarecer a conduta do CFM.
A Gazeta do Povo procurou a DPDF para comentário, mas até o fechamento deste texto não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais.
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