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Flávio Bolsonaro diz ter usado viagem aos EUA para promover-se como pré-candidato

Agenda nos Estados Unidos é usada para pavimentar a candidatura de Flávio Bolsonaro em 2026, com encontros estratégicos e aproximação de líderes conservadores

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). (Foto: André Borges/EFE)
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  • Flávio Bolsonaro afirmou que a agenda oficial nos Estados Unidos incluiu encontros com lideranças conservadoras para se apresentar como pré-candidato da direita à presidência em 2026, acompanhado do irmão Eduardo.
  • Segundo ele, as reuniões aconteceram para pavimentar o caminho da candidatura.
  • Flávio disse que Eduardo o levou a encontros estratégicos com o objetivo de apresentá-lo como pré-candidato.
  • Ele destacou a proximidade com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, dizendo que a relação é sólida e o apoio formal ocorrerá no momento certo.
  • Sobre o pai, Jair Bolsonaro, Flávio relatou uma queda recente que gerou escoriações e hematomas, comentou que ele precisa de supervisão 24 horas e qualificou as condições como “tortura psicológica”; a Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que não tem como resolver a situação.

Flávio Bolsonaro afirma ter usado a agenda oficial nos Estados Unidos para se apresentar como pré-candidato da direita nas eleições de 2026. As declarações foram feitas nesta terça-feira, após ele retornar do país e visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

O senador disse ter participado de uma série de encontros com lideranças conservadoras e figuras estratégicas da política norte-americana, na presença do irmão Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, o objetivo foi pavimentar o caminho para a candidatura presidencial.

Flávio ressaltou que a aproximação serve para manter a relação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que, conforme o senador, permanece com laços sólidos e pode apoiar formalmente no momento adequado.

Contexto sobre a saúde de Jair Bolsonaro

O parlamentar descreveu fragilidade física de Jair Bolsonaro, mencionando a queda da cama que gerou escoriações e hematomas. Segundo Flávio, o ex-presidente não lembra exatamente o que ocorreu, o que acentua a percepção de risco de ficar sozinho.

Ele disse ainda que, segundo avaliação dele, Jair Bolsonaro requer supervisão 24 horas por dia, apesar de reconhecer que a equipe médica do sistema prisional tem acesso contínuo à cela para atendimentos de emergência.

Condições no ambiente prisional

O relato de Flávio classificou as condições atuais como uma forma de tortura psicológica, citando barulho constante e ar-condicionado como fatores que podem afetar a saúde mental e a estabilidade do ex-presidente. A Polícia Federal informou ao STF que não há como resolver esse quadro apenas pela gestão administrativa.

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