- Keir Starmer disse aos deputados que está aberto à proibição de redes sociais para jovens, inspirado no modelo australiano.
- O premiê afirmou ter ficado alarmado com relatos sobre crianças de cinco anos passando longas horas diante de telas e com os impactos das redes para menores de 16 anos.
- Starmer já foi contra a medida, argumentando que seria difícil de fiscalizar e poderia levar jovens à dark web.
- Com apoio cruzado crescendo, o governo avalia diferentes formas de implementação, mantendo a possibilidade de adotar medidas semelhantes ao modelo australiano.
- Também foi citado que ninguém defende o uso de telefones em escolas, e a decisão final pode sair em alguns meses.
Keir Starmer abriu espaço para a ideia de proibir redes sociais para jovens, inspirada no modelo australiano, após ficar alarmado com o tempo que crianças passam em smartphones. O anúncio ocorreu durante reunião com parlamentares do Labour, na segunda-feira à noite.
Starmer afirmou que havia ficado preocupado com relatos sobre crianças de cinco anos passando horas diante de telas e com impactos das redes sociais em menores de 16 anos. O premiê disse que a posição admite diferentes formas de implementação, citando a Austrália como referência.
Anteriormente, o líder trabalhista era contrário à proibição, argumentando que seria difícil fiscalizar e poderia empurrar adolescentes para a dark web. O clima político, porém, ganhou apoio transpartidário à medida.
Mudança de tom e apoio político
Um ministro presente na reunião revelou que houve uma mudança de tom e que muitos colegas teriam recebido o recado com abertura. Starmer sinalizou que todas as opções estão sobre a mesa, incluindo restrições de uso de telefones em escolas.
No ano passado, ministérios frearam uma proposta de bill de figura privada defendida pelo deputado Josh MacAlister, que exigiria excluir jovens de algoritmos de plataformas. A medida visava reduzir a dependência de redes sociais entre adolescentes.
Contexto internacional e apoio local
Enquanto a Austrália já implementou sua lei, o debate ganhou força em Westminster. A líder conservadora, Kemi Badenoch, disse que o partido trabalharia para restringir o acesso de menores a redes “aditivas”. O prefeito de Manchester, Andy Burnham, pediu consenso transversal para ações mais ambiciosas.
Líderes de outros partidos também se posicionaram a favor de estudar o modelo australiano, como Ed Davey, do Liberal Democrats. Funcionários mencionam que a secretária de tecnologia, Liz Kendall, também considera a possibilidade, com decisão esperada em meses.
O secretário de Saúde, Wes Streeting, explicou à BBC que os motivos do modelo australiano — cyberbullying, imagem corporal, transtornos mentais e riscos de grooming e crime — são preocupações auditadas no Reino Unido.
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