- Lula vetou R$ 393 milhões em emendas do Orçamento de 2026, ao sancionar a peça nesta quarta-feira (14).
- O governo remanejará R$ 7 bilhões e travará outros R$ 3,3 bilhões, totalizando um corte de R$ 11 bilhões.
- O objetivo é recompor verbas de políticas sociais como Pé de Meia e Auxílio Gás, mantendo o arcabouço fiscal.
- Parlamentares sinalizam a tentativa de derrubar o veto e recompor parte dos recursos, com avaliação de reação estratégica do Congresso.
- Líderes da oposição prometem trabalhar pela derrubada das cortes, citando a importância das emendas para saúde, infraestrutura e municípios, principalmente em ano eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou 393 milhões de emendas, remanejou 7 bilhões e travou 3,3 bilhões para recompor programas sociais ao sancionar o Orçamento de 2026. A medida visa manter o equilíbrio fiscal e ampliar o reajuste de políticas sociais.
O Congresso aprovou o Orçamento com 50 bilhões em emendas individuais, de bancada e de comissão. Além disso, 11,5 bilhões estavam destinados a despesas do governo que poderiam ser realocadas conforme indicação parlamentar, e foi nessa parte que ocorreu o corte.
Apenas para reforçar o objetivo financeiro, parte dos recursos vetados deve ser realocada para sustentar políticas públicas como Pé de Meia e Auxílio Gás, mantendo o arcabouço fiscal do governo.
Reações no Congresso
Um líder do Centrão afirmou que é provável que haja derrubada parcial do veto, permitindo a recomposição de parte das emendas bloquear as mudanças. A avaliação é de que o humor no Legislativo dependerá do tratamento dado pela Presidência.
O deputado Áureo Ribeiro, líder do Solidariedade, destacou a importância de recursos para promover a saúde municipal e ressaltou a soberania do Congresso na avaliação dos vetos, indicando que a derrubada ainda será considerada.
Por outro lado, o atual líder da oposição, Cabo Gilberto Silva, afirmou que a decisão é questionável e disse que a bancada deve trabalhar para derrubar o veto, ressaltando a importância das emendas para o desenvolvimento regional.
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