- Minnesota moveu ação na Justiça contra o governo federal para impedir o aumento do efetivo da Alfândega e Imigração (ICE) no estado.
- O processo, apresentado na segunda-feira, 12 de janeiro, cita a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, e busca declaração de inconstitucionalidade do aumento.
- Também pede que o governo federal seja impedido de prender cidadãos norte-americanos e portadores de visto sem causa provável de crime.
- A morte de Renee Good, 37 anos, morta por um agente da ICE durante uma operação na região de Minneapolis, gerou protestos e críticas à atuação da agência.
- O documento acusa ações militares de imigração em cidades como Minneapolis e Saint Paul e busca limites à atuação federal, com comentários do DHS ainda sem resposta.
Minnesota entrou com ação na Justiça contra o governo de Donald Trump para impedir o aumento do efetivo de agentes da Alfândega e Imigração (ICE) no estado. A medida busca ainda proibir prisões de cidadãos norte-americanos e portadores de visto sem causa provável de crime.
A ação foi protocolada na segunda-feira, 12 de janeiro, e cita a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e outros responsáveis pela imigração. O objetivo é declarar o aumento do efetivo como inconstitucional e ilegal.
O processo aponta que milhares de agentes do DHS teriam realizado operações militares em Minneapolis e Saint Paul, com batidas em locais públicos sensíveis, como escolas e hospitais, sob o pretexto de cumprir leis de imigração.
A requerente também pede que o governo federal fique proibido de prender pessoas sem base criminal comprovada e de empregar força física desproporcional contra indivíduos não envolvidos em prisões de imigração.
A tensão se intensificou após a morte de Renee Good, mulher de 37 anos, mãe de três filhos, atingida por um tiro de um agente do ICE durante uma operação na região. Críticos da administração Trump organizaram protestos contra o episódio, considerado injustificado por opositores.
O estado de Minnesota acusa as autoridades federais de abuso de poder com motivação política, e sustenta que as ações federais violam princípios constitucionais e direitos civis. O DHS não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.
O processo também acrescenta que há limites à atuação federal na aplicação da lei e que as ações citadas colocam em risco a segurança de comunidades locais, escolas e serviços essenciais. A ação ainda envolve críticas à forma como foram conduzidas as operações de imigração.
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