- PF deflagrou a 9ª fase da Operação Overclean, com nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal, para investigar suposto desvio de emendas parlamentares, corrupção e fraude em licitações.
- o principal alvo é o deputado Félix Mendonça Junior, do PDT da Bahia, autorizado pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.
- entre os alvos estão o apartamento funcional em Brasília, a sede estadual do PDT e imóveis de alto valor, como um apartamento avaliado em cerca de 50 milhões de reais.
- o STF determinou o bloqueio de 24 milhões de reais.
- a investigação envolve direcionamento de emendas para prefeituras específicas, favorecimento de empresas, superfaturamento de contratos e repasse de propinas, com Marcelo Chaves atuando como operador do esquema.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a 9ª fase da Operação Overclean, que investiga desvio de emendas parlamentares envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. A ação ocorreu no Distrito Federal e na Bahia, com mandados de busca e apreensão.
O deputado Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) é o principal alvo desta etapa, autorizada pelo ministro Nunes Marques, do STF. A operação envolve o apartamento funcional em Brasília, a sede do PDT na Bahia e imóveis de alto padrão ligados ao parlamentar.
Ao todo, nove mandados foram cumpridos, incluindo endereços ligados ao deputado e locais para armazenamento de documentos e bens de alto valor. Também houve determinação de bloqueio de 24 milhões de reais pelo STF.
O que a PF investiga
Segundo a PF, o esquema envolvia direcionamento de emendas para prefeituras específicas, atuação de servidores para favorecer empresas, superfaturamento de contratos e repasse de propinas a intermediários.
A investigação aponta que Mendonça Jr. teria atuado com seu então secretário parlamentar, Marcelo Chaves, na negociação de emendas e cobrança de pagamentos ilegais a prefeitos beneficiados.
Relatórios indicam que o deputado recebeu vantagens diretas e indiretas em troca do direcionamento de verbas para pelo menos três municípios baianos, com o núcleo político sob escrutínio.
Contexto da Overclean
A Overclean começou em dezembro de 2024, com 59 mandados e 16 prisões na Bahia, SP e Goiás, envolvendo fraudes em licitações relacionadas a repasses do Dnocs. Fases seguintes ampliaram o alcance a prefeitos e servidores.
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