- A Polícia Federal deflagrou a Operação Overclean, que investiga organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro, com nove mandados de busca e apreensão cumpridos nesta manhã; endereços ligados ao deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) foram alvos, incluindo residência em Salvador, Brasília, casa de praia e escritório na capital baiana.
- Félix Mendonça Júnior, de 62 anos, natural de Itabuna, está no quarto mandato como deputado federal desde 2010; é presidente do PDT na Bahia e atua como secretário de Relações Internacionais na Câmara.
- A PF determinou o sequestro de aproximadamente R$ 24 milhões para interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicos; a medida envolveu empresários, prefeitos e o secretário parlamentar Marcelo Chaves.
- O deputado já havia sido alvo da quarta fase da mesma operação, em junho do ano passado, com indícios de uso do assessor para negociação de pagamentos de propina relacionados a emendas.
- O gabinete do deputado não se manifestou até o momento; investigações apontam possível recebimento de propina por alocação de emendas a municípios da Bahia, com possíveis crimes de organização criminosa, corrupção, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), de 62 anos, é o principal alvo da Operação Overclean da Polícia Federal, que investiga organização criminosa suspeita de desvio de emendas, corrupção e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu na manhã de hoje.
Mendonça Júnior é natural de Itabuna, na Bahia, e está no quarto mandato. Ele é filho do ex-deputado Félix Mendonça, que morreu em 2020 vítima de covid, e hoje preside o PDT na Bahia. O deputado também atua como secretário de Relações Internacionais da Câmara.
Desde abril do ano passado, ele ocupa o cargo de secretário de Relações Internacionais, responsável por diretrizes da diplomacia parlamentar e cooperação com parlamentos estrangeiros. Também apoia delegações e missões oficiais de deputados.
A PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão, todos ligados ao parlamentar. Entre os alvos, estão a residência em Salvador, a residência em Brasília, a casa de praia e o escritório parlamentar em Salvador.
Também foi determinado o sequestro de cerca de R$ 24 milhões. O bloqueio visa interromper a movimentação de recursos de origem ilícita e preservar ativos para possível reparação aos cofres públicos.
Mendonça Júnior e o assessor Marcelo Chaves já haviam sido citados na quarta fase da operação, em junho do ano passado. A PF indicou indícios de propina ligada a emendas destinadas a municípios baianos.
O gabinete do deputado afirmou que não houve irregularidades na ocasião anterior. A reportagem solicitou posicionamento hoje e aguarda resposta. As investigações abrangem organização criminosa, corrupção, peculato, licitações e lavagem de dinheiro.
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