- Wes Streeting criticou a “cultura de desculpas” do centro‑direita, que responsabiliza o civil service e outras partes pela lentidão em mudanças, e afirmou que os políticos não estão à mercê de forças externas.
- As falas são vistas como ataque a Keir Starmer, que já tinha reclamado de atrasos causados por regulações e órgãos vinculados ao governo.
- Streeting citou o artigo de Paul Ovenden sobre um “estado de partes interessadas”, defendendo que grupos de campanha e reguladores podem dificultar mudanças.
- O líder do Labour disse que, se não houver ferramentas para agir, é preciso criá‑las, derrubar barreiras e enfrentar a má performance na gestão de serviços públicos.
- Ele destacou a urgência de reformar serviços públicos diante da alta demanda por saúde e cuidados, além de falhas em prevenção e serviços de saúde mental, associando isso a desânimo público e aumento de populismo.
Wes Streeting criticou o centro‑esquerda por cultivar uma cultura de desculpas que aponta Whitehall e stakeholders como responsáveis pela lenta mudança. O comentário foi feito nesta terça, durante participação no Institute for Government.
Ele afirmou haver uma tendência de setores da própria base a repetir argumentos usados pela direita, sugerindo que isso atrapalha a percepção de que reformas são possíveis. A fala refletiu diretamente sobre críticas feitas a Keir Starmer.
Streeting comparou o Estado a um carrinho de compras com uma roda emperrada, defendendo que não há desculpas para não conduzir mudanças. Segundo ele, é preciso liderar reformas, mesmo diante obstáculos.
O contexto envolve críticas de Starmer sobre atrasos provocados por regulamentos e órgãos autônomos. O ex‑assessor de governo Paul Ovenden publicou recentemente um texto sobre o que ele chama de poder de um estado stakeholder.
O ministro enfatizou que a responsabilidade é política e prática: onde não há alavancas, devem ser criadas; onde existem barreiras, precisam ser derrubadas; e onde há falhas de desempenho, devem ser desafiadas.
Ele citou a saúde como exemplo da urgência, com demanda crescente por serviços de saúde e cuidados, além de falhas em prevenção e atendimento de saúde mental.
Ainda que reconheça desafios, Streeting ressaltou o papel do Estado na transformação da vida das pessoas e afirmou que a mudança depende da ação dos governantes, não apenas de pressões externas.
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