- O chefe de polícia de West Midlands, Craig Guildford, mantém o cargo, mesmo com a secretária de interior Shabana Mahmood dizendo ter perdido a confiança nele.
- O veredito vem de um relatório do chefe inspector de polícia, Sir Andy Cooke, que aponta falhas na inteligência usada para justificar a proibição de torcedores de Maccabi Tel Aviv num jogo em Birmingham.
- O relatório aponta que a ameaça foi amplamente exagerada, com declarações enganosas decorrentes de viés de confirmação e descuido, não por antissemitismo ou pressões políticas.
- Mahmood pediu mudança na lei para permitir que o ministro da região demita chefes de polícia; atualmente apenas Simon Foster, o comissário de polícia e crime da West Midlands, pode afastá-lo.
- Testemunhos recentes, incluindo a polícia holandesa, abalaram a credibilidade da força; Guildford pediu desculpas pela inclusão de uma partida Maccabi versus West Ham que não ocorreu.
O chefe de polícia que autorizou a proibição de torcedores do Maccabi Tel Aviv de acompanhar a partida em Aston Villa utiliza um conjunto de informações considerado exagerado e não verídico para justificar a decisão, segundo a avaliação publicada. Cerca de 20 anos após a última declaração pública de confiança que se tenha visto de uma secretária de Interior, Shabana Mahmood afirmou ter perdido a confiança em Craig Guildford, líder da polícia de West Midlands.
A polêmica envolve falhas de inteligência utilizadas pelo comando para sustentar o banimento, após um incidente que ocorreu em Birmingham no runoff entre o clube israelense e o Aston Villa, em novembro. Mahmood disse que não tem poder para demitir o chefe de polícia, defendendo mudanças legais para permitir que o secretário de Interior demita chefes de polícia em casos graves.
Controvérsia e desdobramentos
O relatório de Sir Andy Cooke, chefe inspector de polícia, aponta uma série de erros na forma como a força de West Midlands reuniu informações sobre o risco representado pelos torcedores do Maccabi. A avaliação descreve o risco como amplamente exagerado, deixando o comitê de segurança sem opções além da proibição.
O documento cita afirmações enganosas por parte da liderança, com indícios de viés de confirmação e descuido, sem evidenciar motivação antissemita. Não se atribui culpa a pressão política de Birmingham nem a preconceitos na cobertura do Gaza, mas critica o desempenho geral da direção na matéria de importância nacional.
O relatório responsabiliza diretamente a liderança da força, com Mahmood recebendo críticas severas por supostamente não ter exigido trabalho mais profissional. O chefe de polícia, por sua vez, reconheceu falhas na inclusão de dados sobre um jogo entre Maccabi e West Ham, que não ocorreu, classificado pela corporação como erro técnico.
Situação atual e próximos passos
O único capaz de destituir Guildford é Simon Foster, comissário de polícia e crimes para West Midlands. Foster elogiou a melhoria do desempenho da força e prometeu analisar o relatório, além de aguardar resultados de novas avaliações e de um inquérito público previsto para 27 de janeiro.
A partir das informações disponíveis, Guildford afirma não ver necessidade imediata de renúncia e aguarda a decisão de Foster sobre eventuais mecanismos de afastamento. A administração local reconhece lições aprendidas, mantendo o objetivo de manter a segurança pública.
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