- A nova fase da operação Compliance Zero mira José Carlos Mansur, ex-sócio da gestora Reag, alvo de busca e apreensão na investigação sobre o Banco Master.
- Mansur já havia sido alvo da operação Quasar, que apura uso de fundos para blindar patrimônio e lavagem de dinheiro em fraude em combustíveis com suposta ligação ao PCC; parte desses fundos investigados também tem relação com o caso Master.
- O Banco Central enviou aos investigadores relatório sobre o uso de fundos no caso Master; a operação tem duas frentes: bloquear bens de Vorcaro e familiares/sócios e investigar desvios de valores do Master por meio de fundos da Reag.
- Fundos da Reag teriam simulado movimentação bilionária usando títulos podres do antigo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) para fraudes do Master e lavagem de dinheiro.
- A investigação aponta que Vorcaro teria desviado valores do Master por meio de operações estruturadas com fundos da Reag entre 2023 e 2024, movimentando mais de R$ 11 bilhões, com parte repassada a laranjas e a pessoas próximas a Vorcaro.
Um ex-sócio da gestora Reag é alvo de busca e apreensão na nova fase da investigação sobre o Banco Master. José Carlos Mansur figura entre os investigados pela PF, em diligências deflagradas para apurar supostos desvios envolvendo fundos de investimento.
Mansur já havia sido relacionado à operação Quasar, que investiga uso de fundos para blindar patrimônio e lavagem de dinheiro em um esquema de fraude em combustíveis com possível ligação ao PCC. Parte desses recursos investigados também é vinculada ao caso Master, conforme apurado pelo UOL.
A defesa do investigado foi contatada pela reportagem e aguarda posicionamento.
Nova fase da operação
A nova etapa da operação Compliance Zero tem duas frentes: bloquear bens de Vorcaro e de seus familiares e sócios, e aprofundar as suspeitas de desvio envolvendo valores do Master por meio de fundos geridos pela Reag.
Conforme apurado, fundos da Reag teriam participado de fraudes associadas ao Banco Master e de operações de lavagem de dinheiro para o PCC. Segundo o BC, houve simulação de movimentação bilionária com títulos do antigo Besc, liquidado há 18 anos.
Outra linha de investigação aponta que Vorcaro pode ter desviado recursos do Master por meio de operações estruturadas com fundos da Reag, ocorridas entre 2023 e 2024. O BC estima que tais operações movimentaram mais de R$ 11 bilhões, com parte do dinheiro pulverizada para terceiros próximos ao empresário.
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