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FBI realiza busca na residência de jornalista do Washington Post

FBI revê casa de jornalista do Washington Post em investigação sobre vazamento de informação confidencial; dispositivos apreendidos e audiência marcada em Baltimore

Imagem aérea do Pentágono, em Washington. Foto: Eva Hambach/AFP
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  • O FBI revistou a casa da jornalista Hannah Natanson, do Washington Post, na Virgínia, e apreendeu um computador de trabalho, outro portátil, o celular e um relógio.
  • A ação integra investigação sobre suposto vazamento de informações confidenciais de segurança nacional; a procuradora-geral Pam Bondi afirmou que a jornalista recebia e publicava dados vazados por um funcionário terceirizado do Pentágono.
  • O Washington Post informou que Natanson não é o alvo da investigação, mas que a redação cobre informações sobre funcionários do governo federal afetados no início do atual mandato de Trump.
  • Aurelio Perez-Lugones, gestor de sistemas com autorização de segurança máxima, é acusado de levar para casa documentos de inteligência; ele foi detido em Maryland e terá audiência em Baltimore na quinta-feira.
  • O Pentágono anunciou políticas mais restritivas para a imprensa, com restrições de acesso e redução de entrevistas coletivas, e algumas organizações de imprensa não assinaram as novas normas.

O FBI revistou, nesta quarta-feira, 14, a casa da jornalista Hannah Natanson, do Washington Post, que cobre cortes de empregos federais. A ação ocorreu na Virgínia, nos arredores de Washington, e foi motivada por uma investigação sobre vazamento de informação confidencial relacionada com a segurança nacional, ordenada pelo Departamento de Defesa. O jornal descreveu a operação como altamente incomum e agressiva.

Natanson teve o computador de trabalho, um computador pessoal, o telefone e um relógio apreendidos. Os agentes informaram à correspondente que ela não é o foco da investigação. A jornalista já havia relatado, no Washington Post, que documentos confidenciais teriam sido publicados por meio de terceiros.

Detalhes da investigação

A Procuradora-Geral Pam Bondi divulgou, em rede social, que a jornalista recebia e publicava informações confidenciais vazadas ilegalmente por um funcionário terceirizado do Pentágono. Aurelio Perez-Lugones, gestor de sistemas com autorização de segurança máxima, é apontado como pessoa investigada por levar para casa documentos de inteligência. Perez-Lugones serviu na Marinha dos Estados Unidos entre 1982 e 2002 e, segundo documentos judiciais, foi detido no Maryland na semana passada.

A audiência sobre a detenção de Perez-Lugones está prevista para quinta-feira, em Baltimore. Ele é acusado de ter acessado informações confidenciais sem autorização desde outubro de 2025 e de tê-las retirado do local de trabalho; documentos judiciais citam que um desses itens foi encontrado dentro de um veículo, além de uma lancheira e do porão da residência dele.

Contexto e repercussão

O Washington Post confirmou que Natanson descreve funcionários federais afetados pelos recentes impactos de mudanças políticas no governo. Em dezembro, a jornalista reportou sobre a ampliação de alcance de informações confidenciais que puderam ser veiculadas em fóruns online, conforme apuração do veículo. O Departamento de Defesa também sinalizou restrições de acesso a veículos de imprensa noPentágono, com mudanças de layout de escritórios e redução de entrevistas coletivas, medidas criticadas por algumas redações.

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