- A West Midlands police será criticada em um relatório sobre a forma como usou informações para proibir torcedores do Maccabi Tel Aviv do jogo contra o Aston Villa, em Birmingham, em novembro de 2025.
- A comissão de inquérito foi ordenada pela secretária de interior, Shabana Mahmood, e conduzida pela His Majesty’s Inspectorate of Constabulary (HMIC).
- O relatório apontará uma série de erros na coleta e no tratamento das informações pela Polícia de West Midlands.
- As investigações indicam que a polícia baseou a decisão em alegações vindas de autoridades holandesas, que contestam parte das informações usadas.
- Mahmood apresentará as conclusões aos deputados na Câmara dos Comuns; o destino do chefe da polícia, Craig Guildford, depende do comissário de polícia e crime da região, Simon Foster, que pode removê-lo.
West Midlands police serão alvo de críticas em relatório sobre o tratamento de informações usadas para justificar a proibição de torcedores do Maccabi Tel Aviv de entrar em uma partida em Birmingham. O estudo, encomendado pela secretária de Interior, Shabana Mahmood, será conduzido pelo HM Inspectorate of Constabulary, órgão responsável pela fiscalização policial.
A apuração aponta que a força cometeu uma série de erros na coleta e no manejo de inteligências relacionadas ao caso. Segundo informações obtidas pelo Guardian, a polícia de Birmingham considerou permitir a presença de torcedores do Maccabi Tel Aviv no jogo contra o Aston Villa, marcado para novembro de 2025, em Villa Park, até consultar autoridades holandesas sobre o episódio de Amsterdam, em novembro de 2024.
A investigação do HMIC envolve entrevistas com a polícia da Holanda, que contestou várias afirmações feitas pela polícia de West Midlands. Os holandeses disseram que algumas alegações sobre os torcedores israelenses divergiam consideravelmente do que foi registrado na operação de 2024, que também teve registro de violência.
Resultados da avaliação
Mahmood apresentará as constatações críticas ao Parlamento, nesta quarta-feira. O relatório questiona a forma como as informações foram reunidas e utilizadas para embasar a proibição, bem como a sequência de eventos que levou à decisão final.
Ainda não ficou definido se Mahmood manifestará confiança no chefe de polícia da região, Craig Guildford, ou se poderá haver mudanças na liderança. O único responsável formal pela remoção do cargo é o comissário de polícia e crime da região, Simon Foster, que já elogiou Guildford pela melhoria da atuação da força desde 2022.
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