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Gonet é contrário a Smart TV para Bolsonaro na prisão, recomenda TV a cabo

Gonet recomenda rejeitar Smart TV para Bolsonaro na prisão e autorizar TV a cabo com canais restritos, assistência religiosa e vistoria do Senado

O ex-presidente Jair Bolsonaro, em 11 de setembro de 2025, durante prisão domiciliar. Foto: Sergio Lima/AFP
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  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que rejeite o pedido de Jair Bolsonaro para instalar uma Smart TV na cela da prisão em Brasília.
  • Ele concordou com a assistência religiosa e com atividades de leitura para o ex-presidente.
  • Também recomendou a vistoria das condições do local por um representante da Comissão de Direitos Humanos do Senado.
  • Gonet afirmou que a Smart TV não é razoável, pois a conexão permanente à internet dificultaria o controle de proibições e de comunicações não autorizadas.
  • Propôs, como alternativa, televisão a cabo, desde que o acesso seja a canais sem interação com terceiros, com Bolsonaro arcando com os custos.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendou ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, a rejeição ao pedido de Jair Bolsonaro para instalar uma Smart TV na sala da prisão. A decisão envolve a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde o ex-presidente cumpre pena.

Gonet indicou que a presença de uma Smart TV comprometeria o cumprimento das regras de acesso a redes. Em vez disso, sugeriu acompanhar as informações por meio de televisão a cabo, com limitações que impeçam interação com terceiros.

Além da negativa à Smart TV, o Ministério Público Federal endossou a oferta de assistência religiosa e atividades de leitura para Bolsonaro. Também recomendou a entrada de um representante da Comissão de Direitos Humanos do Senado para vistoriar as condições da unidade.

Possíveis condições de acesso à informação

O chefe do MPF também afirmou que Bolsonaro poderia acompanhar notícias por outros meios sem violar as ordens judiciais. Caso a TV a cabo seja adotada, caberia ao ex-presidente arcar com os custos de assinatura, desde que apenas canais sem interação com terceiros sejam disponibilizados.

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