- O governador da Califórnia, Gavin Newsom, disse que bloqueia a tentativa da Louisiana de extraditar um médico acusado de enviar pílulas para aborto.
- Newsom afirmou que a extradição violaria uma ordem executiva de 2022 que impede agências estaduais de ajudar outros estados a processar profissionais de saúde reprodutiva.
- Louisiana buscava extraditar Remy Coeytaux, médico atuando na região da baía de São Francisco, segundo o estado.
- A procuradora-geral da Louisiana, Liz Murrill, disse que Coeytaux enfrentaria crime de aborto por meio de drogas abortivas, com pena de até 50 anos caso condenado.
- Não houve resposta imediata de Coeytaux nem comentário divulgado pela sua defesa sobre o pedido de extradição.
California bloqueia extradição de médico acusado de enviar pílulas de aborto
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou nesta quarta-feira que impedirá a extradição do médico acusado de enviar pílulas de aborto. A ação ocorre após o governador da Louisiana, Jeff Landry, ter enviado a documentação de extradição para trazer o médico à Justiça. A alegação envolve tratamento de pacientes de fora do estado.
Newsom afirmou que a extradição violaria uma ordem executiva assinada em 2022, que proíbe agências estaduais de ajudar outros estados a processar profissionais de aborto. O objetivo, segundo o governador, é proteger provedores de aborto dentro da Califórnia contra acusações ligadas a pacientes de outas jurisdições.
Contexto e envolvidos
O médico em questão é Remy Coeytaux, situado na área da Baía de San Francisco. A Procuradora Geral da Louisiana, Liz Murrill, disse que Coeytaux enfrenta denúncia por aborto por meio de drogas abortivas e pode cumprir até 50 anos de prisão se condenado. O gabinete de Landry não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
Uma porta-voz de Newsom reiterou que a Califórnia não permitirá que políticos extremistas de outros estados interfiram na prática médica local. A administração estadual enfatiza que a legislação californiana protege provedores que atendem pacientes de estados com leis restritivas.
Tentativas de contato com Coeytaux, na terça-feira, para comentar sobre a extradição, não tiveram resposta. A defesa do médico não foi ainda apresentada publicamente neste trecho da apuração. As informações indicam um embate entre leis estaduais sobre o tema.
Entre na conversa da comunidade