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PF afirma armazenamento de provas no STF pode atrapalhar caso do banco Master

PF afirma que lacre de bens no STF pode atrasar perícia de celulares e comprometer investigação do banco Master

Toffoli reclama de demora da PF para cumprir mandados contra Vorcaro e pessoas ligadas ao Master
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  • A Polícia Federal pediu a Dias Toffoli que permitisse que peritos iniciassem imediatamente a análise de celulares apreendidos, alegando risco de perda de provas.
  • Nesta quarta-feira, 14 de janeiro, a PF cumpriu 40 mandados de busca e apreensão na segunda fase da operação Compliance Zero, incluindo o dono do banco Master, Daniel Vorcaro.
  • Toffoli havia determinado, em 12 de janeiro, que os bens apreendidos fossem lacrados e armazenados no STF, com cumprimento dos mandados em até 24 horas.
  • O diretor-geral da PF afirmou que não houve descumprimento intencional da decisão, citando questões operacionais como confirmação de endereços e período de férias.
  • A PF sustenta que o acesso rápido aos equipamentos é essencial para evitar que provas sejam apagadas ou degradadas, sob pena de inviabilizar a investigação.

A Polícia Federal pediu ao ministro Dias Toffoli, do STF, para reconsiderar a decisão de lacrar e armazenar os bens apreendidos na segunda fase da operação Compliance Zero. A PF teme que o armazenamento no STF prejudique a investigação sobre fraude financeira envolvendo o banco Master.

O diretor-geral Andrei Rodrigues afirmou que a PF precisa iniciar imediatamente a perícia e a análise de dados, especialmente de celulares, para evitar perda de provas. Não houve confirmação de resposta de Toffoli até o momento.

Nesta quarta-feira, 14, a PF cumpriu 40 mandados de busca e apreensão em endereços de suspeitos, entre eles o dono do Master, Daniel Vorcaro, e familiares. Foi a segunda fase da Compliance Zero.

A operação foi autorizada por Toffoli em 12 de janeiro, com determinação de cumprir os mandados em até 24 horas, até 13 de janeiro, e de lacrar os bens apreendidos para armazenamento no STF.

Rodrigues argumentou que o prazo de 24 horas não foi viável por questões operacionais, e que houve intenção de cumprir a decisão. Citou ainda que parte dos alvos poderia estar em feriadão ou viajando.

A PF explicou que havia outras ações previstas para 13 de janeiro, como a nona fase da Operação Overclean, que investiga desvio de emendas parlamentares. A oitiva de dados é fundamental para avançar no caso.

O diretor-geral destacou ainda que o acesso precoce a dispositivos eletrônicos é essencial para evitar perda de provas, como mensagens e arquivos, que podem ser bloqueadas por medidas de proteção.

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