- O ministro Dias Toffoli manifestou insatisfação com o não cumprimento de ordens da Polícia Federal na investigação das fraudes do Banco Master, que levou à segunda fase da Operação Compliance Zero.
- Foram expedidos 42 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens.
- Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, atingindo empresários e investidores como Nelson Sequeiros Tanure e João Carlos Mansur, além de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro.
- Fabiano Campos Zettel foi detido na última madrugada ao tentar viajar para os Emirados Árabes Unidos; a defesa de Vorcaro afirma cooperação integral com as autoridades.
- A PF informou que atua em duas frentes de apuração: irregularidades envolvendo a operação com o BRB e possível envolvimento com fundos que lavam dinheiro para o crime organizado; há sigilo em parte do processo.
O ministro Dias Toffoli, do STF, criticou o não cumprimento de ordens da Polícia Federal na apuração das fraudes do Banco Master. A segunda fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada pela PF na manhã desta quarta, com 42 mandados de busca e apreensão e bloqueio de 5,7 bilhões de reais em bens.
Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Entre os alvo estão empresários e investidores como Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-CEO da Reag Investimentos, além do cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel. Zettel foi detido na última madrugada em tentativa de viagem aos Emirados Árabes Unidos.
Toffoli informou ao Tribunal que já havia pedido medidas cautelares de busca pessoal e prisão temporária contra Zettel e Tanure, com decisões que ainda não tinham sido cumpridas pela autoridade policial. O sigilo do processo foi levantado para uma das decisões.
A Polícia Federal informou que o diretor-geral Andrei Passos Rodrigues já se manifestou nos autos. Ainda não foi divulgado o teor de um novo despacho sobre os motivos da operação, que pode ter o sigilo levantado nesta tarde.
Segundo o despacho, as medidas cautelares foram requeridas com a documentação em 6 de janeiro de 2026 e deferidas em 7 de janeiro de 2026, com cumprimento previsto em até 24 horas a partir de 12 de janeiro de 2026. Toffoli destacou que a demora gera risco de perda de provas.
O ministro ressaltou a possibilidade de que a demora possa implicar na descaracterização de provas essenciais, apontando atraso no cumprimento das ordens. A movimentação dos alvos, inclusive viagens programadas na véspera, reforçou a necessidade de medidas mais rigorosas para a continuidade das investigações.
A defesa de Daniel Vorcaro afirmou à Gazeta do Povo que o empresário tem colaborado integralmente com as autoridades e que as medidas serão atendidas com total transparência. Afirmou ainda que Vorcaro permanece à disposição para esclarecimentos.
Diversas diligências ocorreram em endereços de gestoras de fundos na Avenida Faria Lima, em São Paulo, considerado polo do mercado financeiro. Entre os bens apreendidos estão celulares, veículos, itens de luxo, eletrônicos, armas, dinheiro em espécie e documentos.
As autoridades informaram que a PF atua em duas frentes: apurar irregularidades envolvendo a operação com o BRB e investigar possível ligação com fundos que lavem dinheiro para o crime organizado. As medidas visam interromper atividades criminosas, recuperar ativos e manter as investigações em curso.
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