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Toffoli reclama da atuação da PF em nova decisão do caso Master

Toffoli dá prazo de 24 horas à Polícia Federal em nova fase do caso Master, determina prisões e buscas e alerta que atraso pode descaracterizar provas

Ministro Dias Toffoli, durante a sessão plenária do STF. Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • O ministro Dias Toffoli abriu nova fase do caso Master e mandou a Polícia Federal realizar uma nova operação, com prazo de vinte e quatro horas para cumprir as ordens.
  • Foram determinadas a prisão temporária de Fabiano Zettel, cunhado do ex-dono do Master, e buscas pessoais contra Nelson Tanure, empresário ligado a Vorcaro.
  • A PF foi às ruas para cumprir as medidas nesta quarta-feira, após o ministro ter estabelecido o prazo na segunda-feira.
  • Toffoli afirmou ter ficado surpreso com o descumprimento do prazo, citando possível descaracterização de provas e prejuízo às investigações pela inércia da polícia.
  • Zettel foi detido no Aeroporto de Guarulhos ao tentar ir para Dubai e depois liberado; Tanure foi localizado no Aeroporto do Galeão e teve o celular apreendido.

O ministro do STF Dias Toffoli determinou nova ação da Polícia Federal no caso que envolve o possível esquema de fraudes ligado ao Banco Master. A decisão incluiu diligências de caráter policial, com o objetivo de aprofundar as investigações e reunir indícios, segundo o próprio relator.

Entre as medidas, Toffoli autorizou a prisão temporária de Fabiano Zettel, cunhado do ex-dono do Master, e buscas pessoais contra o empresário Nelson Tanure, apontado como linked a Vorcaro. A PF recebeu as ordens para cumprir as diligências em até 24 horas a partir de 12 de março, com a necessidade de operacionalizar rapidamente as determinações, dadas as circunstâncias do caso.

A polícia foi às ruas na quarta-feira para cumprir as ordens. Zettel foi preso no Aeroporto de Guarulhos, quando embarcaria para Dubai, e liberado posteriormente. Tanure foi localizado no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e teve o celular apreendido. As ações ocorreram em meio à investigação que envolve o empresário Daniel Vorcaro e o grupo ligado ao Master.

Toffoli destacou a gravidade dos fatos e a necessidade de aprofundar as investigações, afirmando que haveria risco de descarte de provas caso as medidas não fossem cumpridas com celeridade. O ministro também citou possível inércia da PF, ressaltando que eventual falha poderia afetar a eficácia das providências determinadas.

A decisão reforça o tom de tensão entre o Judiciário e a Polícia Federal, na fase atual do caso Master, que envolve apurações sobre supostos desvios e fraudes envolvendo o banco citado e associados. As informações oficiais indicam que as diligências continuarão conforme os novos elementos obtidos pela autoridade judiciária.

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