- O parlamento europeu avalia suspender a implementação do acordo comercial com os EUA em protesto contra as ameaças de Trump de tomar a Groenlândia.
- A votação prevista para 26 e 27 de janeiro pode ser adiada; a decisão foi adiada para a próxima semana após reunião de líderes do comitê de comércio.
- Um grupo de 23 deputados pediu ao presidente Roberta Metsola que congele o trabalho no acordo enquanto as ameaças persistirem.
- Deputados de esquerda, centristas e verdes dizem que o acordo está desequilibrado e defendem o adiamento para evitar favorecer Trump.
- Adiar a ratificação pode provocar revoltas de Trump, com o risco de novas tarifas dos EUA; a administração não abriu concessões até o acordo estar em vigor.
The Parlamento Europeu avalia suspender a implementação do acordo comercial com os EUA como forma de protesto às ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de tomar Greenland. A decisão começa a ganhar força nesta semana, em Bruxelas.
A proposta visa manter zero tarifas para alguns produtos, como lagostas americanas, enquanto busca reduzir tarifas de importação para outras mercadorias. O debate envolve o Comitê de Comércio e grupos da esquerda, centro e greens.
Os trabalhos foram adiados para a próxima semana, após reunião do grupo parlamentar de comércio. Um assessor informou que ainda não houve decisão, mas que há apoio para adiar o voto.
Uma carta de 23 legisladores, liderados pelo deputado Per Clausen, pediu à presidente Roberta Metsola o congelamento do andamento do acordo enquanto Trump firme ameaças sobre Greenland. Os signatários representam várias alas.
Para os signatários, o acordo é visto como desequilibrado, com a UE reconhecidamente reduzindo tarifas, ao passo que os EUA mantêm uma tarifa de referência de 15%. O impasse pode impactar renegociações futuras.
Greens e social-democratas destacam que a estabilidade é um argumento a favor do acordo, enquanto os críticos alertam sobre reações de Trump. A imprensa acompanha o desdobramento de novas posições.
Fonte: agências internacionais, com apuração de repórteres em Bruxelas. Não são citadas opiniões pessoais ou conclusões no texto, apenas fatos até o momento.
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